Educação Artística

"Arte-Educação no Brasil"

Ana Mae Barbosa

Artigo sobre a educação artística no Brasil.

O ensino da arte no Brasil deve muito à educadora Ana Mae Barbosa, pioneira na aplicação de um programa sistematizado do ensino da arte em museus, durante sua gestão como Diretora do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da Universidade de São Paulo, em 1987. Através da Metodologia Triangular, Ana Mae Barbosa  implementou o ensino da arte numa abordagem tripla que reunia o "fazer artístico", o "ver" (leitura da obra de arte) e o "contextualizar" (estudo da informação histórica).

"Brain, art and education"

António Damásio

Artigo que explora a relação Arte, Educação e neurociência, apontando para a importância das artes para a evolução social e para o desenvolvimento da criatividade. “Sem a riqueza da experiência artística é improvável que o homem desenvolva o tipo de imaginação, inovação e pensamento intuitivo que orientará a criação do novo”.

"Contemporaneidade e Educação Artística"

AA.VV.

Prefácio do Dossier “Contemporaneidade e Educação Artística. Ampliar o diálogo, expandir os olhares e abrir-se a questionamentos”. Este texto aborda o papel da contemporaneidade na educação artística, com o propósito de refletir sobre o lugar das práticas artísticas na educação, possibilitar um espaço de questionamento, ampliação e renovação de perspetivas de ação e de investigação em educação artística e explorar um território de desconforto para a educação artística, a partir da transgressão de práticas confortáveis.

"Educación Artística en Iberoamérica: Educación Primaria"

A. Giráldez e A. Palacios

Relatório da Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) sobre a Educação Artística na Educação Primária dos países Latino-americanos. Aponta que o fortalecimento da Educação Artística passa pela conjugação de múltiplas iniciativas em diferentes âmbitos. “Entre elas é preciso destacar a investigação, pois propicia dados, interpretações e informações que nos ajudam a tomar consciência da situação em que se encontra e orienta-nos a tomar as decisões mais adequadas.”

"Porquê e como: Arte na Educação"

Ana Mae Barbosa

Neste artigo, a autora reflete sobre pontos de encontro das ideias de Dewey, Paulo Freire e Eisner para alertar-nos “acerca da importância da arte para nos permitir a tolerância à ambiguidade e a exploração de múltiplos sentidos e significações. Esta dubiedade da Arte torna-a valiosa na Educação; A arte não tem certo ou errado, tem o mais ou menos adequado, o mais ou menos significativo, o mais ou menos inventivo.”

"Quality Now! Arts and Cultural Education to the Next Level"

AA.VV.

Relatório da conferência “Quality Now” onde responsáveis por politicas públicas na área da educação artística e professores de várias instituições de 26 países da Europa se reuniram com o objetivo comum de melhorar a qualidade da educação cultural e artística dos primeiros níveis de ensino.

Artes Visuais

"Æsthetic Thought, Critical Thinking and Transfer"

Abigail Housen

O artigo explora a relação entre o Currículo VTS – “Visual Thinking Strategies”, originalmente desenhado para desenvolver a compreensão estética, e o desenvolvimento e a aquisição de capacidades críticas de pensamento. Afirma-se que os resultados obtidos servem, não só de janela para o tipo de pensamento e aprendizagens que ocorrem quando alunos do ensino básico são expostos a obras de arte ao longo de um período de tempo, mas também para evidenciar o modo como aprender em arte pode levar os alunos para além da interpretação das imagens.

"O Espaço da Arte na Educação"

Elisa Marques

Ao longo deste texto procura-se debater a importância da Arte na Educação, reforçando a ideia de que a Arte faz parte integrante da Educação de Todos.

Referem-se algumas estratégias para que essa finalidade se promova nos quotidianos educativos, desde cedo, mencionando a sistematicidade de ações e a organização de modelos de intervenção, para a sua efetivação prática.

"Learning in a Visual Age: The Critical Importance of Visual Arts Education"

NAEA

A NAEA, National Art Education Association é uma associação profissional de Educação Visual que se dedica á investigação e às políticas e práticas de Educação Artística. A sua missão é  desenvolver a Educação Artística através do desenvolvimento profissional, do serviço, inovação e liderança.

Neste artigo, defende a importância crítica da Educação em Artes Visuais para as aprendizagens numa “Era Visual”.

"Responses of Young Children to Contemporary Art Exhibits: The Role of Artistic Experiences"

Andri Savva, Eli Trimis

Este estudo aborda a resposta dos alunos do pré-escolar a exposições de arte contemporânea no contexto de um museu, o papel das experiências artísticas prévias e o impacto das visitas ao museu de arte na resposta das crianças às experimentações artísticas realizadas durante as práticas letivas. Os resultados sugerem que o contato das crianças com uma variedade de formas artísticas, incluindo exposições de arte contemporânea, é uma parte importante da sua experiência educativa, quando utilizadas abordagens e metodologias apropriadas.

"Visual Methodologies"

Gillian Rose

O texto aborda a importância do visual para as sociedades ocidentais contemporâneas, oferece um enquadramento para compreensão da forma com as imagens têm impacto social, sugere alguns critérios para uma abordagem crítica aos “materiais visuais” e enquadra abordagens metodológicas para a interpretação dos universos visuais tais como a semiologia, a análise de discurso ou a análise de conteúdo.

Dança

"A Corporeidade na Pré-Escola"

Carla Verônica Cesar Trigo

Proposta de metodologia para o ensino da Dança no Pré-escolar a partir do estudo da Corporeidade segundo Calfa (2010): fundamentação teórica da metodologia de Calfa; análise dos procedimentos adotados nas aulas e das experiências vividas pelos alunos; investigação dos processos artísticos que permeiam a metodologia; seleção dos temas que podem ser abordados no Pré-escolar;  elaboração das adaptações à faixa etária dos alunos. A metodologia foi aplicada em seis turmas do EDI Frei Orlando da Rede de Ensino do Rio de Janeiro.

"A Educação Motora e as "Culturas De Infância"

Carla Neto

Nas primeiras idades o desenvolvimento processa-se a partir de uma estimulação casual, explicado como parte de um processo que resulta da imitação, tentativa e erro e liberdade de movimento.As crianças, quando expostas a uma estimulação organizada, em que as circunstâncias sejam apropriadamente encorajadoras, as suas capacidades e habilidades motoras tendem a desenvolver-se para além do que é normalmente esperado (Neto, 1987; Lopes, 1997).

"A Improvisação no Ensino da Dança"

Maria João Alves

A improvisação enquanto atividade que fomenta a exploração do movimento, é totalmente aceite e democratizada no ensino da dança. Solicitar aos alunos de dança para explorar o movimento dentro de conceitos estritos e predeterminados, geralmente através de indicações verbais simultâneas com a produção de movimento, é uma prática comum no ensino da dança. Este ensaio pretende demonstrar as possibilidades pedagógicas do método de improvisação (a solo e em grupo), assim como o seu contributo para o desenvolvimento da criatividade.

"Brincar à Dança"

Elisabete Monteiro

A criação e exploração de situações de índole expressiva, que designamos de experiências criativas do movimento, partem de jogos de linguagem e expressão dramática, adaptados a situações-estímulo de dança. Esta Comunicação descreve e interpreta os processos implicados na exploração e composição do movimento, referenciando-os na importância que a literatura aponta para estas abordagens. Pretende-se dotar os estudantes de ferramentas e recursos de índole expressiva e comunicativa, e contribuir para o desenvolvimento da sua capacidade criativa.

"Dança: Campo do Imaginário, Espaço da Criatividade e Fomento da Expressão"

Kátia Mortari, Ana Paula Batalha e Ana Macara

Pretende refletir a temática da criatividade e a necessidade de promover espaços e momentos para o seu desenvolvimento. Parte do princípio de que a criatividade é uma capacidade que permite tanto relacionar, reformar, atribuir sentidos e significados ao fazer humano quanto descobrir, inventar, criar o novo ou o diferente. Entende que esta desenvolve-se ao longo da vida, e pode ser estimulada por meio das reflexões sobre si, sobre o outro e sobre o ambiente.

"Revisitando a dança educativa moderna de Rudolf Laban"

Isabel A. Marques

O estudo aprofundado e minucioso sobre o movimento humano empreendido por Laban tem oferecido contribuições brilhantes para as áreas da Dança, Teatro, Psicologia, Antropologia, Sociologia, Saúde, entre outras. Foram as suas contribuições para a área da Educação as mais reconhecidas e difundidas. Por trás do professor intuitivo, dedicado e observador, repousava um artista, preocupado com as questões da sua época, com a expressividade e com a espiritualidade da arte.

Música

"A voz cantada infantil"

Ana Leonor Pereira

A ciência da voz cantada, que nasceu nos anos 70 do séc. XX, tem vindo a lançar luz sobre múltiplos aspectos da técnica vocal, quer corroborando, quer contrariando algumas práticas vigentes. No que concerne à voz infantil sabe-se, hoje, que a aprendizagem dos fundamentos da técnica vocal não só não prejudica o “aparelho” vocal da criança como o beneficia. Usufruir de uma boa técnica, tal como noutro instrumento musical, permite à criança, desde tenra idade, uma melhoria significativa na utilização da voz sendo uma mais-valia para o futuro.

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"Audição e audiação"

Helena Caspurro

Pretende-se fundamentar epistemológica, histórica,  e pedagogicamente um dos conceitos que mais desafios coloca à educação musical atual: a audiação. Algo que está presente neste objetivo é, não só evidenciar a proximidade filosófica do pensamento de E. Gordon com o de outros autores da pedagogia e psicologia musical – como Mainwaring e J. Mursell –, como também sublinhar um dos seus mais pertinentes contributos para a história da pedagogia da escuta: a definição, através da audiação, do lugar da generalização e criatividade na aprendizagem.

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"Cross-cultural perspectives on music and musicality"

AA.VV.

Apresenta uma amostra das formas musicais e da atividade musical intercultural, com o objetivo de realçar semelhanças e diferenças. O foco está nas ideias sobre a música: o que representa, a sua origem, antiguidade e contribuição para a atividade ritual, para a organização social e para a coesão de grupo. As semelhanças e diferenças nas formas e funções musicais em diferentes culturas sugerem novos rumos para a etnomusicologia, cognição musical e neurociência.

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Teatro

"El Teatro va a la Escuela"

Amaranta Osorio

Aprender a arte e cultura nas escolas é uma das estratégias mais poderosas para a construção de uma cidadania plena e inclusiva. A presença da arte na educação através da educação artística contribui decisivamente para o desenvolvimento integral de crianças e jovens, promovendo o diálogo e a coesão social.

O teatro é uma disciplina profundamente educativa, porque ajuda a conhecer-se e a conhecer os outros, a viver outras vidas, a sentir outras personagens e a compreender que o mundo refletido no cenário também é realidade.

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"Expressão Dramática: Clarificar Conceitos e suas Consequências"

Manuel Guerra

A educação artística implica, para além da sua estreita relação com o desenvolvimento global da personalidade e o conhecimento do meio, a conjugação de três dimensões:

1. A expressão livre e a criatividade;

2. O domínio técnico da linguagem;

3. O contacto com as obras de arte de forma regular e continuada.

A Expressão Dramática leva-nos à manifestação  do que temos no nosso interior, através da linguagem dramática, que dá forma e comunicação à expressão.

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"A retroação e o “feed-back vídeo” num atelier de expressão dramática"

Avelino Bento

Em Portugal a utilização do vídeo no domínio da educação, particularmente nos trabalhos de grupo, ainda é rara e em ‘ateliers’ de expressão dramática, quase nula. Qualquer processo de expressão e comunicação emanado de um indivíduo, captado e projetado em vídeo, só é autêntico e não estereotipado, se ele tiver a consciência da sua imagem, quer de forma positiva, quer negativa. Tendo esta consciência e noção, de que forma a “retroação” e o “feed-back vídeo” ajudarão o indivíduo a transformar as suas atitudes?

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"Com que direito ensinar teatro?"

Jean-Pierre Ryngaert

Com que direito ensinam teatro os professores do ensino secundário, ou os universitários, dramaturgos, gente do teatro, teóricos ou atores, cujas relações com o meio profissional são indiretas e intermitentes, mas que geralmente não vivem da Arte que ensinam?

A opção teatro dos liceus processa-se nos estabelecimentos escolares e nos ‘ateliers’ dos colégios. A atividade teatral na escola está sujeita a uma deslocação. O teatro está de visita à escola, e esta situação é institucional antes de ser uma situação de ensino. A matéria teatro no secundário permanece como contributo a um currículo, uma matéria mais, e sobretudo uma atividade trazida de fora.

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