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ig Bang - Festival de Música e Aventura para Crianças

Em Portugal, o festival é organizado anualmente desde 2010 e tem a duração de dois dias sendo o primeiro dia reservado às escolas e o segundo às famílias. Foi através do Programa de Educação Estética e Artística que o CCB/Fábrica das Artes e a Direção-Geral da Educação estabeleceram uma parceria que permite reservar o primeiro dia do Festival para os alunos das escolas envolvidas no Programa de Educação Estética e Artística.

Em complemento, o CCB/Fábrica das Artes, em parceria com a Direção-Geral da Educação, também organiza anualmente uma formação para professores na área da música com artistas do "Festival Big Bang" que procura preparar os docentes que acompanham as crianças no dia do festival reservado às escolas para as orientar nesta grande aventura.

O "Festival Big Bang" é uma viagem aliciante, de descoberta partilhada, para crianças entre os 4 e os 12 anos e os adultos que as acompanham.

«Eu também ganhei uma visão diferente do que se pode fazer com as crianças. Vi como cada músico trabalha com materiais diferentes e agora também me aventuro (...) Foi óptimo ter os músicos disponíveis para nós. Ganhámos imenso.»

Clara Capitão, Educadora de Infância, Externato Abelhinha, Costa da Caparica | Fonte: Jornal Público

Big Bang  – Formação na Área da Música para Docentes

A formação para docentes na área da música destina-se a Educadores de Infância, Professores do 1º e 2º Ciclos do Ensino Básico, Professores de Música das Atividades de Enriquecimento Curricular e especialistas na área da música que trabalham nos contextos de Jardim de Infância e 1º Ciclo. Tem a duração de uma semana e é ministrada pelos artistas do referido Festival.

Em cada um dos dias dessa semana, os participantes têm a oportunidade de conhecer um artista / músico / compositor, os projetos criados para o Festival e propostas musicais que mobilizam abordagens lúdicas, expressivas, experimentais, poéticas e artísticas.

As atividades propostas durante a formação constituem modos diferenciados de aplicação em contexto pedagógico e vão, ao longo do ano letivo, possibilitar o desenvolvimento e o cruzamento da música com outros domínios do conhecimento e despertar nas crianças a paixão por esta área.

Como exemplo descreve-se o programa da Formação de 2014:

  8 set. | Associação Batoto Yetu Portugal

Neste dia os docentes puderam conhecer de perto o trabalho na área da dança africana e da percussão desenvolvido pelos Batoto Yetu.

  9 set. | Joana Sá

Nesta sessão a Joana Sá explorou a escuta musical a partir dos universos por si criados e explorou os mundos plásticos que acompanham o seu trabalho. A sessão foi acompanhada por um semi-preparado, uma instalação de sinos e sirenes, pianos de brincar, caixas de ruído, mobiles, animação de vídeo e voz.

  10 set. | Simão Costa

Na oficina "Orkestra de Rádios", com Simão Costa (músico) e Sónia Moreira (artista plástica), escutou-se e experimentou-se os mistérios sonoros do tocar no outro, neste duplo sentido da palavra, o corporal e o musical. Com transístores e antenas de vários tamanhos, compuseram-se com todos os sentido partituras com símbolos.

  11 set. | Teresa Gentil

Propôs um mergulho no seu universo criativo, levando os participantes a improvisar e criar a partir de objectos do quotidiano e de sons do próprio corpo.

  12 set. | Equipa de Educação Artística (EEA), DGE/MEC | António Rocha – "Modo(s) de aplicabilidade pedagógica"

No último dia da formação António Rocha, responsável pela área da música na EEA, procurou transformar as propostas das oficinas em atividades aplicáveis em contexto de sala de aula. O percurso pelas oficinas de formação ministradas ao longo da semana foi concluído com uma síntese que procurou abordar as estratégias sugeridas como pontos de partida para a reflexão e articulação das práticas artísticas e pedagógicas.

Todas as atividades da Formação são acompanhadas pelas equipas da Fábrica das Artes e da DGE.

A DGE publicita anualmente a abertura de inscrições para a ação de formação e nessa altura os docentes interessados podem inscrever-se. O número de vagas é limitado e o critério de seleção é a ordem da receção da inscrição. Existem algumas vagas reservadas para os docentes do Programa de Educação Estética e Artística.

«Nenhuma criança fica igual ao que era depois de estar num festival assim.»

Clara Capitão, Educadora de Infância, Externato Abelhinha, Costa da Caparica | Fonte: Jornal Público

Big Bang – Festival de Música e Aventura para Crianças

O "Big Bang" é um festival de música inteiramente dedicado ao público jovem. Nesta aventura, crianças e jovens têm a oportunidade de experienciar um programa musical diversificado, com concertos, instalações e workshops.

No Festival, músicos do Big Bang, de géneros e estilos diferentes, procuram explorar a melhor forma de apresentar as suas propostas musicais a este público tão especial envolvendo-o, sempre que possível, como participante ativo. Durante as instalações e os workshops, um músico profissional abre o diálogo com os jovens e divide o palco com eles.

O "Festival Big Bang" baseia-se no legado e nas conquistas do Festival de Música Infantil "OORSMEER" iniciado em 1995 por Wouter Van Looy. Em "OORSMEER", criou-se uma plataforma para a programação de música moderna destinada especificamente a crianças, na qual a música contemporânea assumia um lugar de destaque. A primeira sessão, no Centro de Artes Vooruit em Ghent (Bélgica), provou imediatamente o sucesso do conceito deste festival, que posteriormente desfrutou de êxito e popularidade equivalente em várias cidades europeias, tais como Antuérpia (Bélgica), Bruges (Bélgica), Hasselt (Bélgica), Utrecht (Holanda), Den Bosch (Holanda), Amersfoort (Holanda), Leeuwarden (Holanda), Lille (França), Angers (França), Zurique (Suíça), Berna (Suíça) e Winterthur (Suíça).

Com o "Big Bang", o "OORSMEER" começou um novo capítulo. A Zonzo Compagnie, produtora que organizou o "OORSMEER", reuniu seis parceiros europeus e em 2010 criou o "Big Bang – Festival de Música e Aventura para Crianças". Com o apoio da União Europeia, a cooperação estrutural entre vários centros culturais em diferentes regiões da Europa tornou-se finalmente uma realidade. Juntos defendem uma missão coletiva que procura apresentar a riqueza da linguagem da música de uma forma imaginativa e aventureira, mas acessível às crianças.

A programação de cada edição do festival é liderada pela Zonzo Compagnie e Wouter Van Looy (diretor artístico da produtora), mas sempre em estreita cooperação com os parceiros locais. O conceito original do festival "OORSMEER" é sistematicamente reexaminado, desafiado, e usado como uma fonte de inspiração pelos parceiros europeus. Na esteira do festival, existem sempre reuniões periódicas para troca de ideias e projetos, bem como a criação de coproduções.

O "Big Bang – Festival de Música e Aventura para Crianças" é um projeto internacional em expansão que atualmente envolve nove parceiros de sete países diferentes:

  Zonzo Compagnie | Bélgica

  CCB | Portugal

  BOZAR – Palais des Beaux-Arts | Bélgica

  Stavanger Konserthus | Noruega

  Opéra de Lille | França

  Onassis Cultural Centre | Grécia

  Kinder Kinder | Alemanha

  Fundacia Alcala Innova e Pasion Por la Musica | Espanha

  EPR Classic | Bélgica (parceiro media)

Em Portugal o “Big Bang” é coorganizado pelo CCB/Fábrica das Artes e pela Zonzo Compagnie.

Como exemplo recorde-se o programa do Festival de 2014 em que participaram 450 crianças do Agrupamento de Escolas de Vialonga, acompanhadas pelos seus professores e educadores que tiveram a oportunidade de preparar previamente esta viagem por novas abordagens artísticas e experimentais à música, quando frequentaram o curso de formação "Big Bang" para docentes:

  "Batoto Yetu" | Música e Dança – Associação Batoto Yetu | Portugal

O espetáculo de dança e música tradicional africana é baseado em danças tradicionais de vários países africanos (Angola, Cabo Verde, Senegal, Guiné Conacri, África do Sul), tendo as coreografias sido desenvolvidas por vários mestres consagrados nesta área.

  "Ballet Mekanique" | Concerto – Ictus Ensemble | Bélgica

Um ensemble de cinco jovens músicos e uma bailarina propõem uma performance que interseta o concerto e a coreografia. O ponto de partida é a resposta do corpo à música, o ponto de chegada é o próprio corpo tornado instrumento. Desafiado a criar a sua própria música, o público segue uma animação projetada num ecrã que o guiará através de zonas de composição virtuosas.

  "Dentro da Cabeça nem Tudo é Claro" | Concerto – Joana Sá | Portugal

Monólogo interior para piano semi-preparado acompanhado por uma instalação de sinos e sirenes, piano de brincar, caixas de ruído, móbile, animação de vídeo e voz. Aproximando-se do teatro instrumental, "Dentro da Cabeça nem Tudo é Claro" procura a representação de um espaço interior através da dimensão musical, visual e textual.

  "Station / Estação" | Concerto – Joris Caluwaerts e Nicolas Rombouts | Bélgica

"Station" oferece-nos uma surpreendente combinação de música e a intrigante brincadeira com comboios, cabos, carris. De 2010 a 2012, o espectáculo predecessor, "Wagon", teve um enorme sucesso em digressão pela Bélgica e pela Europa, atiçando a imaginação de jovens e adultos com os seus inspiradores sons de aventura. O sucessor, "Station", continua a viagem. A Aventura chama-nos!

  "Mobile Touch / Toque Móvel" | Instalação interativa – Steim | Holanda

"Mobile Touch" é uma coleção de instrumentos coloridos, desenvolvidos no laboratório de som da STEIM. Não é preciso anos de prática para os tocar: basta um pequeno toque para que estas invenções ganhem vida. Sacode as batidas do "Headbanger" (quebra-cabeças), puxa sons vacilantes do "Finger Web" (teia de dedos) ou abre as "Music Boxes" (caixas de música) para descobrir os sons que lá se escondem.

  "SAS Orkestra de Rádios" | Concerto – Sónia Moreira, Ana Trincão e Simão Costa | Portugal

O "SAS Orkestra de Rádios" constitui-se como uma "metaorkestra" que transforma antenas e rádios em instrumentos sonoros e estéticos que apelam ao toque e ao contacto tátil. Os instrumentos podem e devem ser tocados por várias pessoas em simultâneo.

A relação entre elas torna-se o controlador sonoro, onde diferentes formas de interação dão origem a diversos resultados musicais proporcionando assim uma proximidade entre música e ruído, ouvir e escutar, assistir e participar.

  Quartos dos Músicos | Performance musical – Noiserv / Teresa Gentil | Portugal

O CCB abre a porta a dois quartos onde vivem músicos do "Big Bang". Vamos poder visitar os seus imaginários fantásticos e musicais, vamos poder estar durante 15 minutos em cada quarto, conhecer estes universos e viver propostas de aventura, que, para já, os músicos querem manter em segredo.

  Oficina de percussão africana | Associação Batoto Yetu | Portugal

Oficina de introdução à percussão africana conduzida pelos percussionistas da associação, destinada a crianças, jovens ou adultos, em que os participantes são convidados a explorarem a música e o ritmo, valorizarem as suas capacidades de liderança, tocando instrumentos de percussão africana como djembés, congas ou dumbas.

  Oficina de dança tradicional africana | Associação Batoto Yetu | Portugal

Oficina de introdução à dança tradicional africana onde se transmite às crianças e jovens algumas coreografias e técnicas de dança tradicional africana, dentro de um princípio de aprendizagem progressiva.

  Encontro Batoto Yetu | Associação Batoto Yetu | Portugal

Após a experiência com a trupe Batoto Yetu vivida nas oficinas, os participantes juntam-se aos membros da Batoto Yetu para a partilha e celebração. Uma festa em conjunto com o público!

  Combos da Lisbon Jazz Summer School | Big Band Júnior | Portugal

Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal. Alguns dos mais jovens combos de jazz em Portugal partilham com o público do "Festival Big Bang" o trabalho desenvolvido.

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