dan · ça

[d'ɐ̃sɐ] s. f. (Do Fr. danse)

 

1. Sequência de passos, de movimentos corporais, executados geralmente ao som de música por uma ou várias pessoas segundo uma arte, técnica ou código cultural específico.

2. Mover os pés e o corpo, geralmente ao som da música e de acordo com o seu ritmo, executando uma série de passos, por vezes específicos.

3. Ação de dançar.

4. Modo ou forma de execução de movimentos corporais.

5. Passos cadenciados, geralmente ao som e compasso de música.

6. Movimento incessante (figurado).

A

“a”

(Danças de Salão/Danças Sociais) Ver “Lento”.

ACENTUAÇÃO

(Danças de Salão/Danças Sociais) Ver “Ritmo”.

AÇÕES MOTORAS

Conjunto de movimentos. Nas frases cinéticas de dança, mesmo ao olhar do observador menos familiarizado com este tipo de atividades, podem identificar-se conjuntos de elementos motores que se individualizam, por exemplo: um salto, uma volta ou uma queda. São ações que unem diversos movimentos numa configuração.

[Xarez, L. R. (1999). A Dança na Escola – Actividades Rítmicas Expressivas (Registo Vídeo). Gabinete Coordenador do Desporto Escolar, Departamento da Educação Básica. Ministério da Educação]

AIR, EN L'

No ar. Indica que um movimento vai ser feito no ar, por exemplo, rond de jambe en l’air.

[http://terceiroactooficial.blogspot.pt/p/dicionario-de-bale.html]

ALINHAMENTO ESPACIAL

(Danças de Salão/Danças Sociais) Ver “Danças progressivas”.

ALLONGÉ

(Dança Clássica) Alongado, estendido, esticado. Exemplo: arabesque allongé.

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ARABESQUE

(Dança Clássica) Uma das poses básicas do ballet, que tira o seu nome de uma forma de ornamento mourisco. No ballet, é uma posição do corpo, apoiado numa só perna que pode estar na vertical ou em demi-plié, com a outra perna estendida para trás e em ângulo reto com ela, sendo que os braços estão estendidos em várias posições harmoniosas criando a linha mais longa possível da ponta dos dedos da mão à dos pés. Os ombros devem ser mantidos retos em frente à linha de direção. Os arabesques são geralmente empregados para concluir uma fase de passos, tanto nos movimentos lentos do adágio como nos movimentos vivos e alegres do allegro de acordo com: Método da Escola Francesa (a partir de 1661), Método da Escola Italiana por Enrico Cecchetti (1850-1928) e Método da Escola Russa por Agrippina Vaganova (1879-1951)”.

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ARRIÉRE, EN

(Dança Clássica) Para trás. Uma direção para a execução de um passo. Expressão usada para indicar que o passo é executado em direção oposta ao público”.

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ATTITUDE

(Dança Clássica) Uma determinada pose do ballet tirada por Carlo Blasis da estátua de Mercúrio por Jean Bologne. É uma posição numa perna só com a outra levantada para trás com o joelho dobrado num ângulo de noventa graus e bem virada para fora para que o joelho fique mais alto do que o pé. O pé de apoio pode ser à terre, sur la pointe ou demi-pointe. O braço do lado da perna levantada é mantido por cima da cabeça numa posição curva enquanto que o outro é estendido para o lado. O attitude também pode ser com a perna levantada para a frente.

[http://terceiroactooficial.blogspot.pt/p/dicionario-de-bale.html]

AVANT, EN

(Dança Clássica) Para a frente. Uma direção para a execução de um passo. Usado para indicar que um determinado passo é executado para a frente. Exemplo: assemblé en avant.

[http://terceiroactooficial.blogspot.pt/p/dicionario-de-bale.html]

ABSTRATA

(Dança Moderna/ Dança Contemporânea) Quando aplicada à dança, esta palavra refere-se a uma coreografia sem carácter narrativo. Por outras palavras, uma dança abstrata não conta uma história nem está relacionada com conteúdos simbólicos ou qualquer tipo de associações com sentimentos, ideias ou outros elementos que não o próprio movimento. Uma dança pode ser considerada como resumo se for vista através da estrutura do movimento puro e/ou seus componentes (como o espaço, o tempo, o corpo e assim por diante).

[Contemporary Dance Terms – http://www.contemporary-dance.org/dance-terms.html]

ALINHAMENTO

(Dança Moderna/ Dança Contemporânea) Colocação da estrutura esquelética de forma a aumentar a eficácia fisiológica e a saúde. Dependendo do gênero de dança, o alinhamento pode variar de acordo com os seus objetivos estéticos específicos. Leia as definições de «O alinhamento correto», «a colocação do corpo» ou «Stance».

[Contemporary Dance Terms – http://www.contemporary-dance.org/dance-terms.html]

ALINHAMENTO CORRETO

(Dança Moderna/ Dança Contemporânea) Colocar o corpo (principalmente os ossos e músculos), de tal maneira que eles fiquem numa posição fisiologicamente correta. Isto significa que, quando em movimento sob tal alinhamento, a dançarina não se irá lesionar e terá como consequência um menor gasto de energia. Por exemplo, ao cair de um salto, os joelhos devem apontar na mesma direção dos pés. Quanto mais correto for o alinhamento mais seguro é o salto. Ver «colocação do corpo».

[Contemporary Dance Terms – http://www.contemporary-dance.org/dance-terms.html]

ALINHAMENTO (ESPACIAL)

(Danças de Salão/Danças Sociais) De forma a não provocar equívocos relativamente ao sentido em que a palavra poderá ser utilizada, passaremos a utilizar o termo «Alinhamento espacial» sempre que o quisermos utilizar no sentido de referir a posição do corpo relativamente ao espaço físico. Em Danças de Salão Latino-Americanas, em que os pés apenas estão paralelos quando juntos, o Alinhamento espacial refere-se sempre à posição do tronco. Nas Danças de Salão Modernas o «Alinhamento espacial» refere-se à posição dos pés que habitualmente estão paralelos. Quando, no caso das Danças de Salão Modernas, um dos pés está virado para uma direção diferente da do resto do corpo (especialmente em passos laterais), utiliza-se o termo «apontando» em relação a esse pé. Por exemplo o «Alinhamento espacial» inicial para um determinado passo/figura poderá ser «De Frente para a Linha de Dança, mas na descrição de um dos pés referir «apontando para a Parede”. Apesar das pequenas divergências na abordagem deste conceito, consistindo basicamente no facto de nas Danças de Salão Modernas se tornar como referência a posição dos apoios e nas Danças Latino Americanas ser a posição do tronco o referencial, poderemos sintetizar Alinhamento espacial como: Referencial para a posição a assumir de acordo com o espaço físico e a direção do passo a executar ou executado em danças progressivas.

Ver "Espaço", "Danças progressivas" e "Alinhamentos espaciais básicos".

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – detecção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (pp.86-89).]

ALINHAMENTOS ESPACIAIS BÁSICOS

(Danças de Salão/Danças Sociais) Os Alinhamentos espaciais básicos em danças de salão/danças sociais são: Relativamente à Parede Mais Próxima - De Frente, de Frente e em Diagonal, de Costas, de Costas e em Diagonal; Relativamente ao Centro: De Frente, de Frente e em Diagonal, de Costas, de Costas e em Diagonal; relativamente à Linha de Dança só existem dois Alinhamentos espaciais possíveis: De Frente e De Costas. O Alinhamento espacial deverá ter também em consideração a direção em que o passo/figura viajam. A posição «De costas para a Parede Mais Próxima» poderá também ser descrita como «De Frente Para o Centro» e por isso tem que se ter em consideração a direção em que o passo ou figura a executar viajam… Se o passo a executar viajar na direção do Centro será mais correto dizer, no caso do exemplo apresentado, «De Frente para o Centro», se viajar na direção da parede será, também no exemplo apresentado, mais correto dizer «De Costas para a Parede mais Próxima». Quando apenas um «Alinhamento espacial» é dado, refere-se ao do Homem, sendo o oposto para a Senhora.

Ver "Danças progressivas".

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – detecção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (pp.87-89).]

B

BALL, OF THE FOOT

(Danças de Salão/Danças Sociais) Planta do Pé.

BEAT [TEMPO]

(Dança Moderna/ Dança Contemporânea) Unidade básica de medida tanto para a linguagem coreográfica como musical. É o tempo/pulsação que ocorre repetidamente com uma frequência determinada. Em dança, tempos são o que contamos como... Cinco, seis, sete, oito! Cinco, seis, sete, oito são os últimos quatro tempos de uma frase coreográfica de oito tempos. Ver "tempo" e "Tempo".

[http://www.contemporary-dance.org/dance-terms.html]

B. BOYS – BREAK BOYS

(Hip-Hop) São os miúdos que dançam no break da música. Esta expressão nasceu nas festas (nos bairros de Bronx-New York) no início da década de 70 onde os jovens esperavam por esta parte instrumental das músicas, principalmente o FunK (James Brown, George Clinton, entre outros) para dançar. As equipas de rua começaram a tornar-se equipas de Break trocando as lutas por disputas de dança – surgiam as Crews.” Silva, N. (2007). Hip-Hop: educar a dançar-um projeto, uma experiência.

Ver "Hip-Hop".

[Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “Dança em Contextos Educativos”, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (p.142)]

BREAK BEATS

(Hip-Hop) A parte instrumental da música chamada «break da música», quando continuada através do back to back (performance de DJ) criou um novo estilo musical. A partir daí o Break Beat passou a ser produzido em estúdios, anexando variações e vocais diversos, sendo um dos ritmos mais utilizados pelos grandes DJ´s.

Ver "Hip-Hop".

[Silva, N. (2007). Hip-Hop: educar a dançar-um projecto, uma experiência. In, Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “ Dança em Contextos Educativos”, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (p.142)]

BRAIN-STORMING

(Dança) Esta técnica, de livre debate, constitui um modo de estimular o aparecimento de novos temas, novas ideias e de desenvolver e preservar a imaginação criadora. (…). Estabelece-se uma regra que cada um é capaz de produzir ideias e deixa-se funcionar a imaginação, conforme surge, evitando a crítica, o controle ou critérios de coerência. Ver "Estilos e Técnicas de Ensino".

[Batalha, A. P., (2004). Metodologia do Ensino da Dança. Cruz - Quebrada, Edições FMH. (p.143).]

BRAS AU REPOS

(Dança Clássica) Braços em repouso. Uma posição preparatória dos braços usados no método francês. Os braços são ligeiramente arredondados e mantidos nos lados com as pontas dos dedos tocando apenas as coxas.

[http://terceiroactooficial.blogspot.pt/p/dicionario-de-bale.html]

BRAS BAS

(Dança Clássica) Braços baixos. Esta posição é a atenção dos bailarinos. Os braços formam um círculo com as palmas da mão de frente uma para a outra e as costas das mãos repousando nas coxas. Os braços devem ficar pendurados livremente mas sem permitir que os cotovelos toquem no corpo.

[http://terceiroactooficial.blogspot.pt/p/dicionario-de-bale.html]

C

CHASSÉ

(Dança Clássica) Um passo no qual um pé lateralmente caça o outro para fora da sua posição.

[http://terceiroactooficial.blogspot.pt/p/dicionario-de-bale.html]

CHASSÉ, CHÁ-CHÁ-CHÁ

(Danças de Salão/Danças Sociais) Conjunto de três passos dados lateralmente, com ou sem volta, em que os pés quase juntam no 2º passo. Os joelhos estão ligeiramente fletidos nos dois primeiros passos e o ritmo é normalmente: 4&1.

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p.81)]

CHASSÉ, JIVE

(Danças de Salão/Danças Sociais) Conjunto de três passos dados em qualquer direção, com ou sem volta, em que os pés quase juntam no 2º passo e em que o trabalho de pé é: «Ball-Ball-Ball flat». O ritmo é normalmente: 1a2.

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p.81)]

CHASSÉ, QUICKSTEP

(Danças de Salão/Danças Sociais) Conjunto de três passos dados lateralmente, juntando os pés no 2º passo. O ritmo é normalmente: «Quick-Quick-Slow, e o trabalho de pé: «Ball-Ball-Ball flat».

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p.80).]

CENTRO

(Danças de Salão/Danças Sociais) Moore (1936) define Centro como a parte da sala que fica à esquerda do Homem quando este se encontra de Frente para a Linha de Dança.

Ver “Danças Progressivas”.

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p.88).]

CLOSED CHANGES, VALSA VIENENSE E VALSA LENTA / INGLESA

(Danças de Salão/Danças Sociais) Conjunto de três passos em que o 1º é dado para a frente ou para trás, o 2º para o lado e o 3º a juntar os pés. Normalmente não tem volta e destina-se essencialmente a mudar o peso de um pé para o outro, para mudança do sentido das voltas.

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p.80).]

COLUNAS

(Dança Tradicional Portuguesa) Os dançarinos definem uma linha posicionando-se uns atrás dos outros. Colunas Mistas (dançarinos definem uma linha posicionando-se uns atrás dos outros. Na mesma coluna existem dançarinos e dançarinas que não se constituem como pares. Coluna Mista lateral-facial (par lado-a-lado e de frente para o público); Coluna Mista lateral-lateral (par lado-a-lado e de lado para o público); Coluna Simples (dançarinos definem uma linha e dançarinas definem outra linha posicionando-se uns atrás dos outros. Só são possíveis colunas simples femininas ou masculinas); Colunas Simples lateral-facial (pares lado-a-lado e de frente para o público); Colunas Simples lateral-lateral pares lado-a-lado e de lado para o público); Colunas de Pares (pares descrevem uma linha posicionando-se uns atrás dos outros); Colunas de Pares carreiras-lateral (pares posicionam-se uns atrás dos outros e de lado para o público). Nomenclatura espacial na DTP (adaptado de Fernandes, 2000).

[Moura, M., 2007 in, Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “ Dança em Contextos Educativos”, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (pp 107-121).]

CONDUÇÃO

(Danças de Salão/Danças Sociais) Em Danças de Salão Modernas, sempre executadas em «Posição Fechada com contacto» a condução, totalmente a cargo do Homem, é feita através do contacto constante com o corpo do par. Esse contacto é assegurado pela permanente tensão do antebraço e mão direita do Homem que, modificando essa tensão para o lado dos dedos ou da base, indicam à Senhora as mudanças de posição requeridas pelas figuras. A mão esquerda nunca é utilizada na condução. Em Danças Latino- Americanas, a condução, também da responsabilidade do Homem, é feita basicamente de duas formas: através do contacto físico seja do corpo e/ou mão em «Posições Fechadas», ou das mãos da «pega» em «Posições Abertas», sendo esta forma identificada como «Condução Física»; ou através de «Shappes» utilizadas pelo Homem, de forma a tonar óbvio o movimento à Senhora, que pode, em nossa opinião, ser definida por «Condução por Indução». Interessante será de referir que, ao contrário do que acontece no grupo das Danças de Salão Modernas, a condução se faz neste grupo com ambas as mãos.

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p.100).]

COMANDO

(Dança) Ver “Estilos e Técnicas de Ensino”.

CONTEXTO

(Dança) Conjunto de circunstâncias ou factos relacionados com uma situação particular, evento, etc.

[In Movement Has Meaning]

CORPO

Pensar num trabalho expressivo em termos de movimento é, antes de mais, pensar nas potencialidades de um corpo. Como refere Madalena Vitorino (in Documento Experimental DEB): «Um certo modo de trabalhar o CORPO, leva a um certo modo de pensar o CORPO e a um certo modo de comunicar ideias sobre o CORPO e o mundo» (pp.4-5», consistindo este, a par do movimento, aspectos prioritários no nosso quotidiano pedagógico a quem a esta área se dedica. Podemos ainda constatar que vulgarmente, e numa perspectiva específica de dança, o corpo é entendido como: Instrumento (perseguindo uma Mestria, uma proficiência técnica de um corpo controlado); Veículo (no sentido de um transmissor de mensagens, sentimentos e emoções); Matéria, como realidade física (destacando partes, zonas/superfícies, articuçlações, suporte/sustentação, pontos focais), sendo por isso determinante para a nossa actuação didáctica a concepção que dele defendemos.

[Monteiro, E. (2007) “Experiências Criativas do Movimento: Infinita Curiosidade” in Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “ Dança em Contextos Educativos”, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (pp.184-185)]

D

DANÇAR

O étimo é do antigo francês dancier, atual danser, enquanto os termos afins baile e balé derivam do verbo latim ballare. Os gregos usavam o verbo orkeomai , cognato do substantivo "orquestra", para indicar a ação da dança que, na sua essência, é a linguagem do corpo, resultando da soma de duas artes: Coreografia e Música. Mas ela estabelece relações com outras artes também: com o Teatro , pela representação cênica (o dramaturgo sueco Strindberg intitula uma sua peça A dança da morte, em que põe em cena o "vai-vem" monótono da vida conjugal, que torna marido e mulher dois adversários mesquinhos e sórdidos); com o Cinema, especialmente os filmes musicais, dancings, sapateados; com o show artístico e folclórico, com a Pintura  (o quadro mais famoso com o título "A Dança" é de Henri Matisse), a Escultura  (o modelo em gesso, de Jean-Baptiste Carpeax, também chamado "A Dança"). Fora do campo das artes plásticas, a dança estabelece uma relação profunda com a Religião, especialmente nas suas formas primitivas e rituais dos grupos tribais e nos cerimoniais sagrados orientais.

A dança é uma das artes mais presente nas manifestações culturais de todos os povos e em todos os tempos. A universalidade do uso da dança talvez encontre sua explicação no inconsciente coletivo, simbolizado pelos gregos através do mito do andrógino: o irresistível desejo da volta à primordial conjunção do ser masculino e feminino, separados por vontade de Júpiter. Na dança, especialmente em suas modalidades mais sensuais, o homem e a mulher se entrelaçam, tentando reconstruir a perdida unidade. Nos povoados primitivos a dança, praticada muito mais do que nas sociedades civilizadas, funciona como uma espécie de terapia ocupacional, uma fuga da monotonia do cotidiano e, sobretudo, um aprendizado, pois ritos, ritmos e coreografias servem como iniciação nos mistérios da vida, representando fertilidade, casamento, guerra, morte. Mesmo nas sociedades aculturadas, a prática da dança, especialmente a de salão, tem seu aspeto educativo. Algumas décadas atrás, anteriormente à moda da música de discoteca, os adolescentes escolhiam seu par em bailes de salão organizados por clubes ou igrejas. Nestes bailes, as moças acabavam conhecendo o caráter dos futuros maridos pelo modo como o jovem conduzia a parceira, planejava o rumo dos passos, lidava com o fracasso, quando um pisasse no pé de outro. O olho no olho, o carinho do toque, o cheiro da pele, o romantismo da música e das letras estimulava a atração física e espiritual.

A dança, como qualquer outra atividade humana, evidentemente, evoluiu ao longo dos tempos, adquirindo várias denominações: primitiva, religiosa, folclórica, de salão, de corte, latina, caribenha, carnavalesca etc. Ela é praticada por diferentes ritmos e movimentos, nas várias modalidades. Uma importante divisão é feita entre dança "clássica" e dança "moderna". Até o início do século XX, paralelamente às formas populares de bailado, era cultivada a chamada dança clássica, de escola ou de salão, rigorosa quanto aos ritmos, à coreografia, aos calçados e às vestimentas; até que a dançarina norte-americana, de origem irlandesa, Isadora Duncan (1878–1927), revolucionasse o conceito de dança, libertando esta arte das amarras dos modelos rígidos ensinados especialmente nas escolas francesas de "La Belle Époque". Duncan, retomando o modelo da dança primitiva da Grécia, vestida com uma simples túnica, descalça, movimentava-se ao som de músicas que não tinham sido compostas especificamente para a dança. Nascia, então, a dança "livre" ou moderna, sem nenhuma regra fixa quanto a ritmo, movimento ou coreografia.

[http://pt.wikisource.org/wiki/Dicion%C3%A1rio_de_Cultura_B%C3%A1sica/Dan%C3%A7a]

DANÇAS DE SALÃO

Num âmbito generalizado, pode-se defini-las como as danças de pares, normalmente executadas por dois elementos de sexo oposto, com ambiente musical específico. Apesar de existirem várias danças que genericamente se poderão considerar como danças de salão, a organização competitiva de 10 dessas danças com início na primeira metade deste século [século XX] fez com que se tornassem as mais populares internacionalmente, tanto a nível competitivo como social. Por apresentarem características diferentes, tanto a nível técnico como estrutural, encontram-se divididas em dois grandes grupos: As Danças de Salão Modernas (em oposição às chamadas «Old Time Dances») também conhecidas por Stantard [Foxtrot, Quickstep, Valsa Lenta/Inglesa, Tango e Valsa Vienense], e as Danças de salão Latino Americanas [Chá-Chá-Chá, Samba, Rumba, Paso Doble e Jive].

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p.8)]

DANÇAS EUROPEIAS

Este movimento criado com base nas danças tradicionais europeias tem a sua origem na dança folclórica, que é aquela que se transmite de geração em geração e enquanto valor cultural de um povo. Aspectos como a geografia, o clima e a história vão provocar que a diversidade de danças seja infinita. Além disso, por serem de transmissão oral interpretadas por pessoas diferentes e em contextos variados, foram provocadas transformações em danças da mesma família. É o caso das polcas que, originalmente dançadas a pares que rodopiavam no terreiro, evoluíram para formas muito mais complexas como o corridinho do Algarve. No caso da mazurca, que originariamente era uma dança popular polaca, similar à polca, evolui-se, no século XIX, para uma dança de salão. Atualmente, a mazurca é dançada por toda a Europa e América do Norte nos bailes denominados ball folk, mas também se pode encontrar em sítios como Cabo Verde, onde se mantém como dança de pares, embora os gestos sejam um pouco diferentes. Giddens (2000) afirma que, ao contrário do que se possa pensar inicialmente, as tradições também evoluem, acompanham as transformações que ocorrem nas sociedades. De acordo com o autor, é erro absoluto supor que para um conjunto de símbolos ou práticas ser considerado tradicional tem de ser velho de séculos. As características que definem tradição não se circunscrevem à resistência da passagem do tempo, mas sim ao ritual e à repetição. As tradições são pertenças de grupos, de comunidades ou coletividades. Esta plasticidade, e contínua adaptação, é uma característica das danças tradicionais que marcam a diferença em relação a outras formas de dança, como a dança clássica ou a moderna, onde a técnica está muito bem definida. Os contextos onde se realizam são lúdicos, privilegiando-se a componente cultural, social e biológica perante a performativa.

[Martinez, M.P. (2007) “As Danças Europeias na atualidade” in, Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “Dança em Contextos Educativos”, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (pp.124-125)]

DANÇAS PROGRESSIVAS

(Danças de Salão/Danças Sociais) A progressão espacial na maioria das danças de salão (70%) obedece a regras específicas em relação ao espaço físico em que decorrem. Essas regras levam-nos à noção de danças progressivas que são: danças de pares, dançadas entre a parede mais próxima do par e o meio da sala, no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Inerentes a este conceito estão: Parede mais próxima: a fisicamente mais próxima do par; Centro- todo o lado oposto, paralelo e ao longo da Parede mais Próxima; Alinhamento espacial- posição do corpo relativamente ao espaço físico de realização da dança/performance. Linha de Dança- linha imaginária que um par descreve no espaço, ao executar uma dança progressiva, ao longo das quatro paredes do espaço físico de realização da performance

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (pp.86-91)]

DANÇA TEATRAL

(Dança Moderna/ Dança Contemporânea) – “Esta expressão é usada para se referir a um género que combina características e métodos artísticos pertencentes tanto à dança como ao teatro. Coreografia, uso de voz e de texto, criação de situações dramáticas, improvisação de dança ou qualquer prática pertencente a essas duas linguagens estéticas são combinados e utilizados livremente de acordo com cada projeto artístico específico.

[Contemporary Dance Terms - http://www.contemporary-dance.org/dance-terms.html]

DEDANS, EN

(Dança Clássica) Para dentro. Em passos e exercícios o termo en dedans indica que a perna, à terre ou en l’air, se mexe em movimento circular em sentido anti-horário de trás pra frente. Por exemplo, em rond de jambe à terre en dedans. Em pirouettes o termo indica que a pirouette é feita para dentro em relação à perna de base.

[http://terceiroactooficial.blogspot.pt/p/dicionario-de-bale.html]

DEHORS, EN

(Dança Clássica) Para fora. Em passos e exercícios o termo en dehors indica que a perna, à terre ou en l’air, move em uma direção circular, em sentido horário de frente pra trás. Por exemplo, em rond de jambe à terre en dehors. Em pirouettes o termo indica que uma pirouette é executada com a perna bem aberta, para fora.

[http://terceiroactooficial.blogspot.pt/p/dicionario-de-bale.html]

DEMI-BRAS

(Dança Clássica) Braços baixos.

[http://terceiroactooficial.blogspot.pt/p/dicionario-de-bale.html]

DEMI-PLIÉ

(Dança Clássica) Joelhos meio dobrados. Todos os passos de elevação começam e terminam com um demi-plié. Ver “Plié”.

[http://terceiroactooficial.blogspot.pt/p/dicionario-de-bale.html]

DIREÇÃO, DE UM PASSO

A orientação espacial de um apoio, tomando como referência a posição imediatamente anterior do outro.

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p. 84)]

DIVERTISSEMENT

(Dança Clássica) Uma seção de danças no balé que não tem nenhuma conexão com o enredo, por exemplo, a dança das fadas, em «A Bela Adormecida», 3º Ato, ou «Camponês», pas de deux em «Giselle» 1º Ato. Uma curta dança ou trecho de um longo balé como uma parte separada em determinado programa.

[http://terceiroactooficial.blogspot.pt/p/dicionario-de-bale.html]

DJ, DISC-JOCKEY

(Hip-Hop) É o operador de discos, que faz bases e colagens rítmicas sobre as quais se articulam os outros elementos. O Break-beat é a criação de uma batida em cima de músicas já existentes, uma espécie de LOOP. O seu criador, DJ Kool Herc, desenvolveu esta técnica possibilitando que B.Boys dançassem e MC´s cantassem. Ver “Hip-Hop”.

[Silva, N. (2007). Hip-Hop: educar a dançar - um projeto, uma experiência. In, Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “ Dança em Contextos Educativos”, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (p.143)]

DURAÇÃO

(Danças de Salão/Danças Sociais) Ver “Ritmo”.

DEMONSTRAÇÃO

(Dança) - Ver “Estilos e Técnicas de Ensino”.

E

“e” OU “&”

Ver “Lento”.

ENTRECHAT

(Dança Clássica) Um passo no qual o bailarino pula no ar e cruza rapidamente as pernas atrás uma da outra. Existe o entrechat deux (um cruzamento), quatre (dois cruzamentos), six (o pé da frente bate uma vez no ar no pé de trás e cai trocando os pés), cinq (igual ao quatre, porém a caída é sobre um pé, sendo que o outro fica sur le cou-de-pied), trois e sept (igual ao six, mas a descida é sobre um pé, sendo que o outro é sur le cou-de-pied).

[http://terceiroactooficial.blogspot.pt/p/dicionario-de-bale.html]

ESPAÇO

Uma multiplicidade de elementos poderão ser desenvolvidos a nível do espaço próprio/pessoal ou partilhável/geral e dos quais propomos por exemplo: o espaço direto/indireto (flexível); as trajetórias dos gestos, padrões de deslocamento, respetivas progressões espaciais, assim como as direções e níveis, destacando também a exploração de eixos e planos. A simetria/assimetria, a ênfase para distintas dimensões (tamanho) do movimento e gestos, as linhas (de projeção e de tensão), a forma e volume, o shape/design corporal no espaço, o foco e pontos focais, permitem todos, no seu conjunto e no que ao espaço de forma particular diz respeito, um desenvolvimento assaz interessante de ser proposto aos alunos.

[Monteiro, E. (2007) “Experiências Criativas do Movimento: Infinita Curiosidade” in Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “ Dança em Contextos Educativos”, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (p.186)]

ESPAÇO

(Danças de Salão/Danças Sociais) Para além dos elementos comuns a qualquer outra forma de dança, no que se refere ao Espaço, as características específicas das danças de salão justificam, em nossa opinião, a análise desse fator segundo três perspetivas: Espaço Próprio: relação do corpo do bailarino com a sua «Kinesfera», ou seja, com todo o espaço que o bailarino transporta consigo ao mover-se; Espaço Físico: relação do corpo do bailarino com o espaço físico de realização da performance; Espaço Partilhável: relação do corpo do bailarino com o par e com os outros pares presentes no espaço físico de realização da performance.

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p.83)]

ESPAÇO / ESTRUTURA ESPACIAL NA DANÇA TRADICIONAL

(Dança Tradicional Portuguesa) O espaço na DT, área na qual e através da qual o indivíduo se movimenta com determinada ordem, organização e regularidade das inter-relações, revela-se como a configuração de um jogo de linhas, um conjunto de formas vivas e significantes do corpo em movimento. No contexto presente, analisamos o espaço em função das relações que o corpo estabelece com o par, com o outro, com o grupo, com os espectadores/público, assim como os deslocamentos”.

[Moura, M., (2007) in, Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “Dança em Contextos Educativos”, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (p.109).Ver Escrita etnocoreográfica, Colunas, Filas e Roda]

ESPAÇO FÍSICO

(Danças de Salão/Danças Sociais) Ver “Espaço Próprio”.

ESPAÇO PARTILHÁVEL

(Danças de Salão/Danças Sociais) Ver “Espaço Próprio”.

ESPAÇO PRÓPRIO

(Danças de Salão/Danças Sociais) Relação do bailarino com a sua «Kinesfera», ou seja com todo o espaço que o bailarino transporta consigo ao mover-se. Espaço Físico – relação do corpo do bailarino com o espaço físico de realização da performance. Espaço Partilhável – relação do corpo do bailarino com o par e com os outros pares presentes no espaço físico de realização da performance.

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p. 83)]

ESTILOS E TÉCNICAS DE ENSINO

Os diferentes estilos de ensino estão relacionados com a apresentação dos conteúdos, sua combinação, organização e orientação da aprendizagem. (…) Os efeitos que se esperam alcançar dependem evidentemente do estilo de ensino selecionado, o que não quer dizer que numa mesma sessão não se possa variar de estilo (…). O estilo de ensino frequentemente adotado nas técnicas de Dança é o Comando, que tem uma larga tradição. A Demonstração em dança, também amplamente utilizada nas técnicas, está associada ao Comando e por vezes, torna-se muito eficaz, porque permite que o aluno se relacione mais intimamente com a tarefa. O Trabalho de Projeto como método no desenvolvimento da criatividade e autonomia do aluno é o estilo de ensino de excelência em Artes. (…) Não podemos deixar de referir que não existe um Estilo ideal mas uma multiplicidade de Estilos, que é fundamental compreender quanto à sua relatividade. As condições de aprendizagem, juntamente com as tarefas a ensinar e a Técnica de Dança a adotar, é que são determinantes do estilo a implementar.

[Batalha, A. P., (2004). Metodologia do Ensino da Dança. Cruz - Quebrada, Edições FMH. (p. 139).]

ESTRUTURA ETNOCOREOGRÁFICA

(Danças Tradicionais Portuguesas) No âmbito das DT não encontramos modelos de notação descritiva, terminológica e gráfica – escrita etnocoreográfica – específicas das danças tradicionais. Alguns autores, como Andrade (1959), De Mello (1962), Ribas (1974), Lourenço (1985), Barreiros (1990), Gonzalez (1994) e Ribeiro (1994) desenvolvem uma escrita etnocoreográfica que por vezes se aproxima de um modelo teórico eficaz. Ao integrar a parte musical (pauta), a canção estrófica, a formação espacial (quer descrita, quer representada graficamente) e o movimento, relacionando-o com a parte da quadra cantada em que se inicia. (…) No entanto, as omissões e imprecisões quanto à ocupação espacial, à colocação dos membros superiores e do tronco aquando das execuções dos gestos técnicos (GT), à imprecisão de linguagem utilizada, «Os pares agarram-se como habitualmente para qualquer dança e colocam-se em roda» (Ribas, 1974, p.62), ou «Os pares estão na roda e desagarrados» (Lourenço, 1985, p.53) à ausência de informação clara quanto ao tipo de movimento, «…os pares trocam de lugar, agarram-se, rodam e rodopiam à maneira do peão» (Ribas, 1974, p.84), ou das estruturas rítmicas que acompanham as execuções (duração de cada frase de movimento ou de cada sequência coreográfica), revelam-se como principais limitações.

Mota Leite (1986), Martins (1997) e Figueiredo (1995) utilizam, na sua escrita etnocoreográfica, uma metodologia abrangente, sequencial – avança da posição inicial da dança, progride com os passos (1º passo, 2º passo, etc.) que a caracterizam, posições dos membros superiores, ocupações espaciais desenvolvidas e representação gráfica das sequências e acaba com a conclusão da sequência coreográfica – e de fácil leitura e compreensão. Incluem, tal como De Mello (1962), a transcrição musical com a letra específica do canto musicado, a descrição redigida da dança e a representação gráfica da ocupação espacial existente. Incluem também a posição relativa dos dançarinos, a duração das sequências coreográficas, o sentido de progressão espacial e a relação do movimento com as quadras estróficas. Existe, no entanto, alguma imprecisão descritiva da coreografia (identificação das formações espaciais, posições relativas dos dançarinos, tipo de MGT [Movimento e Gestos Técnicos], número de passos e de tempos em cada frase ou sequência coreográfica), assim como omissões informativas superadas, em alguns casos, pela representação gráfica. No seguimento da linha de investigação que temos desenvolvido há algum tempo, (Fernandes, 1991,2000), de escrita etnocoreográfica da DTP, que antecede, estrutura e sistematiza esta forma de dança (Fernandes, 2000), avançamos com princípios lexicais – orientadores do registo etnocoreográfico – possíveis de serem aplicados e entendidos por uma população alargada (professores, estudantes, pedagogos, dançarinos, ensaiadores). Como princípio estruturante, defendemos a simplificação textual e terminológica e, ainda, a organização descritiva por categorias, privilegiando a leitura horizontal: movimento – estrutura rítmica – espaço – representação gráfica, facilitando deste modo a compreensão e interpretação da informação.

Ver “Espaço / estrutura espacial na Dança Tradicional”, “Ritmo / Estrutura Rítmica na Dança Tradicional”, “Movimentos e Gestos Técnicos (MGT) na Dança Tradicional”.

[Moura, M., (2007) in, Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “ Dança em Contextos Educativos”, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (pp.108,109)]

EXERCICES AU MILIEU

(Dança Clássica) Exercícios no centro.

[http://terceiroactooficial.blogspot.pt/p/dicionario-de-bale.html]

EXTENSÃO

(Danças de Salão/Danças Sociais) O aspeto mais importante a referir liga-se com a amplitude dos passos e gestos dos membros inferiores (…) A extensão dos passos/gestos depende, numa primeira análise e como é óbvio, das características do próprio bailarino. Laban (1950, p.38), acerca da extensão dos gestos refere: «The normal reach of our limbs, when they stretch away from our body without changing stance, determine the natural boundaries of the personal space or «Kinesphere» in wich we move (…) Sob a perspetiva da comunicação de natureza artística, que pensamos implícita a qualquer forma de dança, os gestos terão a extensão intencionalmente requerida pelo seu significado. (…) A extensão dos passos dependerá ainda da estrutura rítmica da dança e da velocidade do seu suporte musical. Num «Chá-Chá-Chá chassé» os três passos que o compõem não podem ter a mesma extensão, uma vez que o seu ritmo é: 4&1. Os dois primeiros passos são executados em meio tempo do compasso, enquanto o último tem um tempo inteiro (…). A extensão depende ainda, das características do «Espaço Físico». (…) Por outro lado, e mesmo em competição, a extensão é, também, a permitida pelos outros pares. Para além de todas condições existe uma outra essencial, também referente ao espaço partilhável. Moore (1936) a este respeito e relativamente aos elementos masculinos iniciados aconselha: «Don´t take very long steps if your partner is physically incable of doing so. Adapt your stride to the normal length of your partner´s.” Como já anteriormente referimos, a situação de dançar a dois cria o que ousámos chamar de «Kinesfera de par», o que transforma as fronteiras de um nas fronteiras de ambos.” Em I.S.T.D. (1977, p.7), a extensão dos passos é resumidamente destacada: «In any case, small steps for social dancing are a must».

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p.102)]

F

FACE, DE

(Dança Clássica) De frente, completamente de frente para o público.

[http://terceiroactooficial.blogspot.pt/p/dicionario-de-bale.html]

FIGURA

(Danças de Salão/Danças Sociais) Conjunto de passos agrupados, normalmente com um nome próprio que os identifica.

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p. 84)]

FILAS

(Dança Tradicional Portuguesa) Os dançarinos definem uma linha posicionando-se uns ao lado dos outros. Fila Mista (numa mesma linha espacial incluem-se dançarinos e dançarinas, ainda que não se constituam como par); Fila Mista facial-lateral (pares frente-afrente e de lado para o público); Fila Mista facial-facial e contra facial (pares frente- a- frente estando uns dançarinos de frente e outros de costas par o público); Filas Simples (dançarinos posicionam-se em linha, lado-a-lado acontecendo o mesmo com as dançarinas. Só são possíveis filas simples femininas ou masculinas); Fila Simples facial-facial e contra facial (pares frente-afrente, estando uns dançarinos de frente e outros de costas para o público); Filas de Pares (Os pares definem uma linha posicionando-se lado-alado); Fila de Pares lateral-facial (pares lado-alado e de frente para o público); Fila de Pares lateral facial e contra facial (pares lado-alado, estando uns dançarinos de frente e outros de costas para o público). Nomenclatura espacial na DTP (adaptado de Fernandes, 2000).

[Moura, M., 2007 in, Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “ Dança em Contextos Educativos” Cruz - Quebrada, Edições FMH. (pp 107-121)]

FRASEAR / PHRASING

(Dança Moderna/Dança Contemporânea) Organizar movimentos coreográficos em fragmentos que possuem unidade e o sentimento de um começo e um fim.

[http://www.contemporary-dance.org/dance-terms.html]

G

GESTOS TÉCNICOS

(Danças Europeias) Os gestos técnicos destas danças são passos base como o passo de marcha, scottisch, polca, valsa, galope, saltitado, entre outros, que resultam de e em combinações dos anteriores, geralmente simples, mas que podem tornar-se complexos em função da velocidade e espaço a percorrer. Os membros superiores podem estar a nível superior, sem contacto ou pega, como é o caso dos viras, mas existem muitas outras posições em que as pessoas estão em contacto pela mão, de braço dado, mãos na cintura, nas axilas ou em posição de valsa. Os cumprimentos, abraços e vénias quando se muda de par são muito frequentes em muitas coreografias, provocando uma grande proximidade entre as pessoas, que em muitas ocasiões são desconhecidas. As estruturas espaciais são em geralmente rodas simples de pares, mas também existem as rodas duplas, quadrilhas, filas e colunas (…).

[Martinez, M.P. (2007) “As Danças Europeias na atualidade” in, Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “Dança em Contextos Educativos”, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (pp.126-127). Ver Coluna, Fila, Posição de Valsa, Quadrilha e Roda.]

H

HIP-HOP

(A cultura Hip-Hop- breve história) Na década de 60 proliferou-se uma grande discussão sobre direitos humanos e, nesta ordem dos factos, os marginalizados da sociedade de Nova York articularam-se para fazer valer as suas propostas na eliminação das suas inquietações. Neste sentido, surgiram grandes líderes negros, como Martin Luther King, Malcom X e grupos que lutavam grupos que lutavam pelos direitos humanos como os Panteras Negras (Black Panthers). Enquanto isso, na Jamaica surgiram os «Sound Systems» que eram colocados nas ruas dos guetos jamaicanos para animar os bailes. Esses bailes serviam de fundo para o discurso dos «Toasters», autênticos MC’s (Mestres de Cerimónia) que comentavam, com uma espécie de canto falado, assuntos como a violência das favelas de Kingston e a situação política da Jamaica, sem deixar de falar, é claro, de temas como sexo e drogas. No final da década de 60, muitos jovens jamaicanos foram obrigados a emigrar para os Estados Unidos devido a uma crise económica e social que se abateu sobre a ilha. E um deles em especial, o DJ jamaicano Kool Herc, introduziu nos bailes da periferia de Nova York a tradição dos «Sound Systems» e do canto falado, inspirando vários DJ’s americanos, entre eles o DJ Grand Master Flash, inventor do Scratch, cuja invenção sofisticou o canto falado. Surgiram então os MC’S e os Rappers, que construíam discursos indignados, raivosos, cheios de referências a conflitos raciais e sociais. Eram vozes herdeiras da radicalidade dos Panteras Negras (Black Panthers), que, juntando-se a bases sonoras dançáveis e efeitos como o scratch, criaram o RAP (sigla de Rhythm And Poetry, ou Ritmo e Poesia), o qual era composto por uma base musical dançável acompanhado de rimas faladas que seguiam o ritmo. Os gangues também incentivavam o Graffiti como forma de arte e não apenas como uma forma de marcar território. A mais famosa foi a Universal Zulu Nation, que tinha como líder o DJ Afrika Bambaataa, reconhecido como fundador oficial do Hip-Hop. Este nasceu e foi criado no Bronx e, quando jovem, fazia parte de um gangue (Black Spades), mas rápido viu que as lutas entre os gangues não o levaria a lugar nenhum. Bambaataa utilizou muitas gravações já existentes de diferentes tipos de música para criar Raps. Usando sons, que iam desde James Brown (o mestre da Soul Music) até ao som eletrónico da música «Trans-Europe Express» (da banda europeia Kraftwerk), misturando-os ao canto falado trazido pelo DJ jamaicano Kool Herc, Bambaataa é responsável por espalhar o Rap e a cultura Hip-Hop por todo o mundo e é um dos três principais DJ’s criadores do break-beat deejaying. Os 4 elementos/alicerces do Hip-Hop são: o Break, que representa o corpo através da dança; o MC, que é a consciência, o cérebro; o DJ, que representa a alma, essência e raiz; e o Graffiti, como a expressão da arte, o meio de comunicação.

[Silva, N. (2007). Hip-Hop: educar a dançar - um projeto, uma experiência. In, Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “ Dança em Contextos Educativos”, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (pp.141-142)]

I

IMPROVISAÇÃO

Moorman & Miner (1998) definem a improvisação como o grau com que a composição e a execução convergem no tempo, de modo a que, quanto mais próxima a conceção e implementação de uma atividade no tempo, mais a atividade é considerada como improviso. A improvisação deste ponto de vista é primeiramente temporal, focando-se sobre o grau de simultaneidade da composição e da execução. Centra-se, portanto, numa dimensão fundamental: a ordem temporal de duas atividades específicas. Os autores assumem que a composição de uma atividade ocorre em primeiro lugar e é seguida mais tarde pela implementação ou execução. Nesta ordem de raciocínio, na improvisação o intervalo de tempo entre esses eventos estreita-se. Um determinado ato é tanto mais improvisado quanto menor for o intervalo de tempo entre compor e executar, projetar e produzir, ou conceber e implementar. Esta definição ajuda à distinção entre o processo de improvisação em si mesmo e as características relacionadas com a ação como são a intuição, a adaptação, a inovação e a aprendizagem. Os 3 últimos conceitos são considerados por Moorman & Miner (1998) como sendo os processos e resultados associados à improvisação: A adaptação constitui um constructo fundamental, a aprendizagem é vista como um processo que envolve a descoberta, a retenção e a exploração dos conhecimentos armazenados, e a inovação como um desvio das práticas ou conhecimentos existentes. (…) A improvisação representa uma competência organizacional identificável e inestimável que permite desenvolver o pensamento divergente, e permitirá, em última análise contribuir para a versatilidade de respostas perante os problemas de criação de movimento. Nesse sentido, deverá ser um imperativo no ensino-aprendizagem de dança em todos os níveis de prática e em todas as faixas etárias promover uma utilização mais equitativa da estratégia de improvisação com a estratégia de recordação motora.

[Alves, M. J., (2011) “A Improvisação no Ensino da Dança”- LIVRO DE ATAS do Seminário Internacional Descobrir a Dança / Descobrindo através da Dança 10 -13 Novembro 2011, FMH. Editores Elisabete Monteiro Maria João Alves. Faculdade de Motricidade Humana Serviço de Edições. https://ceapfmh.files.wordpress.com/2012/12/atas-sidd-2011-final.pdf]

J

Não existem entradas para a letra "J".

K

KICK

(Danças de Salão/Danças Sociais) Salto de um pé para o outro, ou de um pé para o mesmo pé, em que a perna livre executa um gesto brusco a partir do joelho, como um chicotear. Pode ser executado para a frente, para trás ou para os lados.

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p.81)]

L

LABAN, RUDOLF VAN (1879-1958)

Nasceu no seio de uma família militar em Bratislava, então parte do Império Austro-Húngaro. Quando jovem, afastou-se das tradições familiares e foi para Paris para estudar arte e arquitetura. Aí descobriu as suas sensibilidades artísticas e espirituais, cercado pelos primeiros expressionistas e pelos diálogos filosóficos da época. Seguiu seus impulsos para explorar essas noções no movimento do corpo humano e, gradualmente, cresceu para se tornar no que é muitas vezes apelidado, "o pai da dança moderna." À medida que sua influência cresceu, desenvolveu escolas para estudar o movimento, primeiro na Suíça, em seguida, na Alemanha e depois na Inglaterra. A história da vida de Laban é rica em descoberta e determinação, revelando um génio criativo pela dimensão de suas inovações e teorias. Laban foi um personagem carismático e brilhante, reunindo discípulos e simpatizantes para seus projetos. Seu trabalho cresceu de forma expressiva da dança teatral e de um sistema de notação em que aplicou seus conceitos (…). Seus métodos de ensino e programas de estudo têm sobrevivido até à atualidade, representados em escolas de todo o mundo e por milhares de professores e pesquisadores que continuam a evoluir os seus conceitos e ideias.

[http://www.labanproject.com/bios.html]

LENTO / SLOW

(Danças de Salão/Danças Sociais) Numa mesma estrutura um Lento é sempre o dobro de um Rápido/Quick. Assim, se um Lento valer dois tempos do compasso, um Rápido/Quick valerá um tempo do compasso. O elemento de contagem “e”, também representado por “&”, divide o número precedente em duas partes iguais e fica a valer ½ tempo. Na contagem 4 e 1, ou 4 & 1 é o número precedente, ou seja, no caso do exemplo - o 4, que é subdividido em duas partes iguais, ficando o número seguinte, no caso do exemplo – o 1, a valer um tempo inteiro. Na contagem 1 e 2 e, todos ficam a valer meio tempo. O elemento de contagem “a” divide o número precedente em 4 partes iguais, ficando a valer ¼ dessa divisão. Na contagem 1 a 2, é o número precedente, ou seja, no caso do exemplo – o 1, que é subdividido em quatro partes iguais, ficando a valer ¾ do tempo. O 2 fica a valer um tempo inteiro.”. Ver “Ritmo”.

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p.106)]

LINHA DE DANÇA

(Danças de Salão/Danças Sociais) Ver “Danças Progressivas”.

LOCK, CHÁ-CHÁ-CHÁ

(Danças de Salão/Danças Sociais) Conjunto de três passos dados para a frente ou para trás, com ou sem volta, em que os pés cruzam no 2º passo. A posição obtida no 2º passo chama-se «Latin Cross» e ambos os joelhos estão fletidos. O ritmo é normalmente: 4 & 1.

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p.81)]

LOCK STEP, QUICKSTEP

(Danças de Salão/Danças Sociais) Conjunto de três passos dados para a frente ou para trás em que os pés cruzam no 2º passo. O ritmo é normalmente «Quick-Quick-Slow, e o trabalho de pé: «Ball-Ball-Ball flat».

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p.80)]

M

MC – MASTER OF CERIMONIES

(Hip-Hop) É o porta-voz que relata, através de articulações de rimas, os problemas, carências e experiências em geral dos guetos. Não só descreve, como também lança mensagens de alerta e orientação. O MC tem como principal função animar uma festa. Ver “Hip-Hop”

[Silva, N. (2007). Hip-Hop: educar a dançar-um projeto, uma experiência. In, Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “ Dança em Contextos Educativos”, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (p.143)]

MOVIMENTO E GESTOS TÉCNICOS (MGT)

(Dança Tradicional Portuguesa) Por Movimento e Gestos Técnicos (MGT) entendemos o conjunto de ações motoras que por si, só ou em combinação com outras, caracterizam a dimensão da execução técnica e rítmico-motora da DT. Incluímos nesta designação os passos tradicionais realizados pelos membros inferiores (MI ou m.inf), vulgarmente designados perna (s) e/ou pés, a movimentação dos membros superiores (MS ou m.sup), do tronco (trc) e da cabeça. A relação entre os gestos técnicos e a ER dos apoios (pés) subjacentes à sua execução é permanente e insubstituível.

[Moura, M., (2007) in, Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “Dança em Contextos Educativos”, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (pp.114-115). Ver Escrita etnocoreográfica]

N

Não existem entradas para a letra "N".

O

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Particularidades que permitem alcançar e dominar o objetivo geral, ao nível da natureza das capacidades a desenvolver. Ver “Objetivos Operacionais ou Comportamentais” e “Objetivos Específicos”.

[Batalha, A. P., (2004). Metodologia do Ensino da Dança. Cruz - Quebrada, Edições FMH. (pp. 104-108)]

OBJETIVOS GERAIS

Conjunto de intenções que se estabelecem enquadrando, quer o nível de maturação e desenvolvimento dos alunos, quer as condições ambientais e materiais que condicionam a atividade (…) A Dança deve desenvolver as capacidades motoras, as capacidades criativas, as destrezas rítmicas, as relações interpessoais, os estados afetivos, deve responder às necessidades de comunicação e expressão e fomentar a educação estética. Ver “Objetivos Operacionais ou Comportamentais” e “Objetivos Específicos”.

[Batalha, A. P., (2004). Metodologia do Ensino da Dança. Cruz - Quebrada, Edições FMH. (pp.104-107)]

OBJETIVOS OPERACIONAIS OU COMPORTAMENTAIS

Estes objetivos são intenções expressas que definem a modificação que se deseja provocar no estudante, para além de estabelecerem as condições e os meios em que se deve operar a aprendizagem. (…). É uma formulação na qual se expressa o comportamento do aluno depois da aprendizagem. É o resultado pretendido. As características do objetivo comportamental identificam-se com os seguintes aspetos:

  • Serem claros e precisos
  • Serem realistas e atingíveis
  • Serem importantes
  • Serem comprováveis e verificáveis
  • Serem temporalizados e calendarizados
  • Serem dirigidos ao aluno
  • Terem enunciados independentes (1 por objectivo)

Ver “Objetivos Gerais” e “Objetivos Específicos”.

[Batalha, A. P., (2004). Metodologia do Ensino da Dança. Cruz - Quebrada, Edições FMH. (pp.104-110)]

OUTSIDE PARTNER

(Danças de Salão/Danças Sociais) Normalmente as danças de salão são executadas com o par «em linha» o que em posições «com contacto» significa que o pé direito de ambos fica à frente do meio dos pés do par, mas há situações em que isso não acontece, ficando ambos do lado direito dos do outro. Chama-se passos «Outside Partner». É a posição obtida após a execução de um passo, normalmente dado para o lado direito do par. Para preparar um passo «Outside Partner» dá-se um passo à frente numa posição mais aberta que o normal. Se em danças latino-americanas, onde é possível dançar sem contacto de corpo, essa situação é fácil de resolver, o mesmo não acontece com as danças de salão modernas, onde o contacto não deverá ser perdido. Esta é uma das principais justificações para a utilização de uma técnica que é também normalmente definida por posição. Trata-se da «Posição de Contra Body Movement» - É a colocação do pé que se move, à frente ou atrás, na linha do outro pé, ou mesmo cruzando esta, dando a ideia de contrariar o movimento, mas sem rodar o corpo. A «Posição de Contra Body Movement» é usada em praticamente todos os passos «Outside Partner». É também utilizada em todos os passos com a Esquerda à frente (Homem) e Direita atrás (Senhora) no Tango. É ainda utilizada em alguns passos como par «em linha».

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (pp. 95-96)]

P

PAREDE MAIS PRÓXIMA

(Danças de Salão/Danças Sociais) Ver “Danças progressivas” e “Alinhamentos espaciais”.

PAS DE DEUX, GRAND

(Dança clássica) Dança a dois. Diferente do pas de deux simples que tem uma estrutura definida. Em regra geral o grand pas de deux divide-se em cinco partes: Entrée, Adage, Variation para o bailarino, Variation para a bailarina e o Coda, no qual os dois dançam juntos.

[http://terceiroactooficial.blogspot.pt/p/dicionario-de-bale.html]

PASSO BÁSICO

(Dança Tradicional Portuguesa) Movimentos locomotores básicos realizados numa cadência específica e com suporte sonoro e musical adequada (passeio, corrido, saltado, saltitado e galope). Passo Corrido (deslocamento dos apoios de forma regular, alternada, sucessiva e com tempo de suspensão, ou seja, são passos leves e rápidos executados, geralmente, em meia ponta); Passo de Galope (deslocamento dos apoios, frontal ou lateralmente, com ou sem acentuação no principio do passo, caracterizado por: A-passo troca passo, passo troca passo, com realização de meia volta antes de começar o próximo passo de galope. B- passo troca passo, troca passo. C- troca passo, troca passo. As variantes B e C do passo de galope acontecem quando não se realizam meias voltas do corpo. Passo de Passeio - andar (deslocamento dos apoios de forma regular, alternada, sucessiva e cadenciada.); Passeio com troca passo (passos de passeio 1 2, seguidos de passo-troca-passo 3e4). Passo Saltado-Saltar (movimento dos membros inferiores caracterizado por um tempo de suspensão onde se verifica ausência total dos apoios no solo); Passo Saltitado – saltitar (salto com impulsão e receção no mesmo apoio seguido da marcação do outro apoio no solo. Começa-se sempre no tempo fraco e muda de apoios de forma regular e sucessiva) ”. Nomenclatura técnica dos passos básicos na Dança Tradicional Portuguesa (adaptado de Fernandes, 2000).

[Moura, M., (2007) in, Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “Dança em Contextos Educativos”, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (pp 107-121)]

PASSOS BÁSICOS

(Hip-Hop) Top Rock (Up Rock /Rock/Brooklyn) – Passos na sua maioria em pé usando intensamente os pés e combinando passos Funk estilizados. É usado na preparação; Footwork: como o nome diz, é um trabalho de pés, executado no chão e varia usando o apoio das mãos; Powermove: de uma forma geral, são movimentos giratórios e contínuos – são movimentos acrobáticos, ou seja: técnicas de desporto usadas com criatividade (Power Move não é um estilo de dança, é uma denominação para estes novos movimentos); Freeze: movimento rápido seguido de uma paragem repetida – é a finalização da dança do solo do B Boy.

Ver “Hip-Hop”.

[Silva, N. (2007). Hip-Hop: educar a dançar - um projeto, uma experiência. In, Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “ Dança em Contextos Educativos”, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (p.143)]

PASSO CORRIDO

(Dança Tradicional Portuguesa) Ver “Passo Básico”.

PASSO DE GALOPE

(Dança Tradicional Portuguesa) Ver “Passo Básico”.

PASSO DE PASSEIO

(Dança Tradicional Portuguesa) Ver “Passo Básico”.

PASSO SALTADO

(Dança Tradicional Portuguesa) Ver “Passo Básico”.

PASSO SALTITADO

(Dança Tradicional Portuguesa) Ver “Passo Básico”.

PAUSA

(Dança Moderna/Dança Contemporânea) (não há muito a dizer, mas de qualquer maneira...) quietude ou imobilidade. Ela tem um comprimento [duração] e também constitui uma parte da coreografia.

[http://www.contemporary-dance.org/dance-terms.html]

PIROUETTE

(Dança clássica) Rodopiar ou girar rapidamente. Uma volta completa do corpo sobre um pé em demi-pointe ou pointe, sendo conseguida a força impulsora pela combinação de um plié com movimento de cabeça (spotting).

[http://terceiroactooficial.blogspot.pt/p/dicionario-de-bale.html]

PLIÉ

(Dança clássica) Uma dobra de joelhos ou joelho. Este exercício torna as juntas e os músculos mais flexíveis e maleáveis bem como tendões mais elásticos. Existe o plié, que é uma dobra não muito acentuada dos joelhos, e o grand plié, onde a dobra dos joelhos é bem acentuada, levantando os calcanhares quando já perto do chão na 1ª, 3ª e 5ª posição.

[http://terceiroactooficial.blogspot.pt/p/dicionario-de-bale.html]

POINTE

(Dança clássica) A ponta do pé. As mulheres, e raramente os homens, dançam sobre a ponta dos pés em sapatilhas. A introdução dessa técnica no início do século XIX tornou possível o desenvolvimento da virtuosidade feminina, como múltiplos fouettés e sustento em uma só perna. Meia ponta é quando o (a) dançarino (a) se eleva com os dedos tocando o chão e o resto do pé elevado.

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PORT DE BRAS

(Dança clássica) Um movimento, ou série de movimentos, feitos com um braço ou braços em diversas posições. A passagem dos braços de uma posição para outra. Termo para um grupo de exercícios que torna o movimento dos braços mais gracioso e harmonioso.

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POSIÇÃO ABERTA

(Danças de Salão/Danças Sociais) Apenas acontece nas danças latino-americanas. Uma posição aberta requer sempre a indicação do tipo de «pega» a utilizar mesmo que seja para referir que a mesma não existe, dizendo-se nesse caso, por exemplo: Frente a Frente, Posição Aberta sem pega. Quando nos referimos às pegas a primeira indicação é sempre relativa ao Homem. Por exemplo D-E significa que o Homem segura com a sua mão direita a mão esquerda da Senhora.

Ver “Posição Fechada”.

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p. 95)]

POSIÇÃO DE CONTRA BODY MOVEMENT

(Danças de Salão/Danças Sociais) Ver “Outside Partner”.

POSIÇÃO FECHADA

(Danças de Salão/Danças Sociais) Frente a frente, cotovelos erguidos à mesma altura, num plano inferior e ligeiramente mais avançado que o dos ombros que deverão manter-se descontraídos. Mão direita do Homem aberta, com os dedos unidos, nas costas da Senhora e ao nível da base inferior da sua omoplata esquerda. Mão esquerda do Homem fechada, à altura da boca/nariz, segurando, entre o polegar e o indicador, a mão direita da Senhora. Mão esquerda da Senhora sobre o braço direito e perto do ombro direito do par, com o rosto dirigido para o lado esquerdo. Chama-se Posição Fechada com contacto quando o lado direito do tronco de ambos está em contacto e Posição Fechada sem contacto quando existe uma pequena distância entre ambos (aproximadamente 15 cm). Em Danças de Salão Modernas dança-se sempre em «Posição fechada com contacto», mesmo quando outras posições são assumidas (por exemplo a Posição de Promenade ou Posição de Fallaway referindo-se às danças de salão modernas são fechadas e com contacto. Quando se refere uma «Posição aberta» neste tipo de danças significa que os passos seguintes são feitos mantendo a posição de promenade e não que a posição relativa do par passe a «Aberta». No caso das Danças Latino-Americanas, as outras posições que o par pode assumir necessitam da referência «Aberta» ou «Fechada». Por exemplo pode-se assumir uma «Posição de Promenade» Fechada ou Aberta, uma Posição de Fallaway Fechada ou Aberta. Outras não necessitam dessa informação porque são necessariamente abertas.

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (pp. 93-94)]

POSIÇÃO DE PROMENADE

(Danças de salão/Danças Sociais) Quando o lado direito do tronco do Homem e o lado esquerdo do tronco da Senhora estão em contacto formando um «V» entre si. A posição dos pés é normalmente a mesma que a do corpo, mas formando um «V» aberto no sentido oposto ao do tronco. Quando são os lados esquerdo do Homem e direito da Senhora chama-se Posição de Contra Promenade. Em danças latino-americanas verificam-se estas duas posições, sem ter que existir contacto do tronco. Posição de Promenade Aberta – apenas acontece no grupo das latino-americanas. Tanto pode existir ¼ volta de diferença entre ambos, formando um «V» entre si, como ½ volta, ficando o par lado a lado. Num caso como noutro se a pega for D-E, estando os lados direito do Homem e esquerdo da Senhora para o centro de ambos, chama-se Posição de Promenade Aberta, se a pega for E-D, sendo desta forma os lados esquerdo do Homem e direito da Senhora para o centro de ambos, chama-se Posição de Contra Promenade Aberta.

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p. 95)]

POSIÇÃO DE VALSA

Ver “Posição Fechada”.

Q

QUADRILHA

(Dança Tradicional Portuguesa) Os dançarinos definem um quadrado paralelo ao público, ou desenhando uma cruz, ou ainda um “X”, ou seja diagonais. Quadrilha Simples em cruz, em diagonal ou em X diagonais (os dançarinos definem um quadrado, estando cada elemento do par no vértice, ou canto, desse quadrado). Nomenclatura espacial na DTP (adaptado de Fernandes, 2000).

[Moura, M., (2007) in, Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “Dança em Contextos Educativos”, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (pp. 107-121)]

QUICK

(Danças de Salão/Danças Sociais). Ver “Lento”.

R

RÁPIDO

(Danças de Salão/Danças Sociais) Ver “Lento”.

RELAÇÕES

A consciência da potencialidade das relações é encorajada se aos estudantes facultarem experiências de aprendizagem, nomeadamente: conectar, liderar, seguir, encontrar, afastar, aproximar (ou próximo), afastar (ou longe), cruzar, passar, envolver, etc. As relações podem então envolver/implicar: quer o próprio, como outro/s, assim como pode acontecer quanto a elementos do movimento, objectos ou «ambientes», por exemplo. Pelas inúmeras modalidades sensitivas que deve abranger a intervenção pedagógica no âmbito das experiências criativas do movimento, importa também chamar a atenção para outros recursos que o professor de dança, educador ou animador nas áreas referidas, deve utilizar.

[Monteiro, E. (2007) “Experiências Criativas do Movimento: Infinita Curiosidade” in Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “Dança em Contextos Educativos”, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (p.187)]

RITMO

(Danças de Salão/Danças Sociais) A apresentação de cada uma das danças, na maioria dos livros técnicos de danças de salão, começa por referir a respetiva caracterização em relação a quatro pontos essenciais: «Time signature», Acentuação, «Tempo» e «Timing». As «Time signature» mais usuais em danças de salão são 2/4, 3/4 e 4/4. Na fração, o numerador indica a quantidade de tempos em cada compasso e o denominador que parte da semibreve cada tempo representa (Kershaw, 1980, p.2).Serve basicamente para definir o tipo de compasso respetivo. Como já foi referido é o numerador que nos dá essa indicação. Assim, 2/4 refere-se a um compasso binário; 3/4 identifica um compasso ternário e 4/4 um compasso quaternário. Em danças de salão, a Acentuação, refere qual o tempo do compasso que é acentuado e a que se deve dar mais ênfase no movimento (…) O Tempo indica-nos a velocidade da música. Uma música é mais rápida ou mais lenta consoante o número de compassos tocados por minuto e respetivo andamento. Obviamente que para este dado é também necessário saber o tipo de compasso. A variável velocidade apenas se poderá comparar dentro de uma mesma estrutura. (…) O termo «Timing», normalmente acompanhado de um dado adicional referido como «beat value», refere a forma ou formas de contagem mais frequentes numa determinada dança e/ou passo/figura, ou seja, o seu Ritmo Básico e o valor de tempos que lhe correspondem, ou seja, a sua Duração.

Ver “Lento”.

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p.106)]

RITMO / ESTRUTURA RÍTMICA (ER)

(Dança Tradicional Portuguesa) Relativamente à ER (relação ordenada e sequencial da duração e da acentuação das frases de movimento) na DT, ela caracteriza-se pelas componentes, duração – principal responsável pela qualidade e unidade do movimento (Hotz, 1985), e acentuação – principal responsável pela ordem da estrutura (Lamour, 1985). A duração assume 4 estados diferentes: Durações normais- específicas às pulsações da marcha, ao batimento cardíaco, com intervalos de 60 a 80 cs, (Lamour, 1985). As ER normais são uniformes, correspondendo cada tempo (tp) a um apoio (Cernesco e Staub, 1990), separado, ou não, por uma vírgula. (…) Durações curtas – As estruturas integram modificações temporais, rápidas e curtas e cada tempo subdivide-se em dois meios tempos (Cernesco e Staub, 1990) ou mais. (…) Simbolizamos os tempos curtos através da letra «e», ou variando apenas o primeiro algarismo de um conjunto de 3, dividindo um mesmo tempo em 3 partes iguais (123, 223) quando se trata de MGT (passos tradicionais, palmas, etc) realizados em métrica ternária. (…) Durações longas – As estruturas integram modificações temporais, lentas e longas, e a cada apoio correspondem dois tempos (Cernesco e Staub, 1990) ou mais. (…). Durações com pausas ou silêncios – As estruturas assumem ausência de MGT.” (…) Por sua vez, a acentuação ou intensidade nas danças tradicionais assume 3 estados diferentes: Acentuações normais – Intensidade do p de marcha ou passeio, sempre com a mesma acentuação (…) Acentuações fortes – Intensidade superior ao p de marcha ou passeio, ou seja acentuações fortes (…) Acentuações fracas – Intensidade inferior ao p marcha ou passeio, ou seja acentuações fracas (…). Além da acentuação e duração da ER devem ser também registadas as categorias: 1)andamento musical (moderado, rápido, lento e combinações de andamentos), 2) andamento coreográfico (idem), 3) compasso/métrica (binário e quaternário simples e composto, ternário simples e composto) e 4) forma de composição musical (FCM) e coreográfica (FCC): ABABAB ou ABC ABC ABC. Este tipo de registo, quando aplicado, possibilita uma escrita do tipo: «dança com uma FCC: ABABAB, que utiliza os p de passeio e p de malhão em andamento coreográfico e musical moderado realizado em métrica quaternária».

Ver “Escrita etnocoreográfica”.

[Moura, M., (2007) in, Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “Dança em Contextos Educativos”, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (pp.113-114)]

RODA

(Dança Tradicional Portuguesa) Os dançarinos definem uma ou mais circunferências. Relação do par e com o centro da roda. Roda Simples – RS - (os pares definem apenas uma circunferência. Por defeito uma roda simples é de pares. Se for só de dançarinos ou de dançarinas deve ser referido); Roda Simples facial-lateral (os pares posicionam-se frente-afrente e de lado par o centro da roda); Roda Simples lateral-concêntrica (os pares posicionam-se lado-alado e de frente para o centro da roda); Roda Simples lateral excêntrica (os pares posicionam-se lado-a-lado e de costas para o centro da roda); Roda Simples Carreiras-lateral (os pares posicionam-se uns atrás dos outros e de lado para o centro da roda; Roda Dupla – RD- os pares descrevem duas rodas, ou seja um elemento do par contribui para a definição de uma roda exterior e o outro elemento contribui para a definição de uma roda interior. Roda Dupla facial concêntrica e excêntrica (pares posicionados frente-afrente, estando uns dançarinos posicionados para o interior e outros para o exterior da roda); Roda Dupla lateral-lateral (pares posicionados lado-alado e de lado para o interior da roda). Nomenclatura espacial na DTP (adaptado de Fernandes, 2000).

[Moura, M., (2007) in, Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “Dança em Contextos Educativos”, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (pp 107-121)]

S

SAPATEADO AMERICANO

Embora habitualmente o sapateado americano seja considerado uma forma de dança teatral «o que se deve à popularidade que alcançou nos musicais da Broadway e de Hollywood», as suas raízes prendem-se com a dança tradicional. Dançado tanto nos palcos como nas ruas e clubes nocturnos, evoluiu simultaneamente como uma dança teatral e social (…). Apesar de o sapateado Americano, tal como o conhecemos hoje, se ter afirmado enquanto forma de dança nas primeiras décadas do século XX – o termo Tap Dance é referido pela primeira vez na imprensa em 1928 (Emery, L., 1988) – as suas raízes remontam ao século XVIII. Graças ao contacto entre os diferentes povos que se estabeleceram na América do Norte e à fusão de culturas tão diversas como a africana, a irlandesa, a escocesa e a inglesa, o sapateado foi assumindo diversas formas, absorvendo vários estilos de música e dança, tendo sido desenvolvido sobretudo pelos afro-americanos. Capturados e enviados para as plantações no sul dos Estados Unidos, os povos africanos perpetuaram a sua cultura de geração em geração através da música e da dança, que eram a base de todos os seus rituais. Em várias culturas africanas, estas duas formas de expressão são abarcadas numa só palavra. Existem várias teorias acerca da forma como as danças africanas se foram adaptando e transformando ao longo do tempo. Pensa-se que os donos das plantações encorajavam esta forma de expressão ao considerarem que permitia libertar possíveis tensões, evitando assim comportamentos mais agressivos. (Emery, L., 1988). Alguns historiadores defendem que após ter sido decretada uma lei que proibia os escravos de tocar tambor, estes passaram a reproduzir os seus ritmos através de movimentos percussivos dos pés no chão e das palmas das mãos no corpo, dando origem a danças com complexas frases rítmicas. Acredita-se que a Juba Dance – dança afro-americana percursora do sapateado – deriva da Giouba ou Djuba, que era uma dança sagrada africana que se caracterizava pelo arrastar e bater rítmico dos pés no chão (Hill, C., 2002). Mais tarde, estas danças foram-se modificando devido ao contacto dos africanos com outras culturas. Sabe-se que nas plantações também trabalhavam emigrantes irlandeses. Mais tarde, e já depois da abolição da escravatura, estes dois povos com culturas tão diferentes continuaram a partilhar o seu espaço (muitas vezes habitavam nos mesmos bairros) e a sua cultura.

[Rato, R., (2007), in, Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “Dança em Contextos Educativos” pp 131-137, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (pp.131-132)]

SLOW

(Danças de Salão/Danças Sociais). Ver “Lento”.

SPOTTING

(Dança Clássica) Este termo é dado ao movimento da cabeça em pirouettes, déboulés, fouetté ronds de jambe en tournant, etc. Nessas voltas a bailarina escolhe um ponto fixo à frente e ao rodar a cabeça deve fixar sempre o ponto de referência sendo a última a estar na direção deste ponto fixo e a primeira a se encontrar nesta direção enquanto o corpo completa a volta. Este movimento muito rápido da cabeça dá a impressão de que o rosto está sempre virado para a frente, evitando a tontura.

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STACCATO

(Danças de Salão/Danças Sociais) Termo musical que, quando utilizado em dança, caracteriza um movimento curto e marcado, dando a sensação da existência de pausa.

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p.80)]

T

TEMPO (tempo)

Quanto ao tempo, e aqui considerado no seu sentido lato, em termos de dança muitas vezes quando o trabalhamos podemos incidir: na velocidade e duração (acentuações, pausas, distintas figuras musicais), no fraseamento (tamanho e forma), na métrica/compasso, nos padrões rítmicos, etc.

[Monteiro, E. (2007) “Experiências Criativas do Movimento: Infinita Curiosidade” in Moura, Margarida e Monteiro, Elisabete “ Dança em Contextos Educativos”, Cruz - Quebrada, Edições FMH. (p.186)]

TEMPO (OU BPM: BATIMENTOS POR MINUTO)

(Dança Moderna/Dança Contemporânea) Esta é uma palavra emprestada da linguagem musical, mas é usada na dança com o mesmo significado. Expressa a frequência do batimento de qualquer padrão rítmico, em números. Por exemplo, o Tempo = 60 ou 120. Isto significa que existem 60 ou 120 batimentos em um minuto, respetivamente (quanto maior o número, mais rápido o tempo). O tempo é medido por uma ferramenta chamada metrónomo.

[http://www.contemporary-dance.org/dance-terms.html]

TEMPO

(Danças de Salão/Danças Sociais) Tempo, com maiúscula, refere o número de compassos, ou métrica, por minuto. Ver “Ritmo”.

[Rosado, M. C. (1998) As danças sociais no contexto escolar e não escolar – deteção de erros na fase de aprendizagem. Tese de Mestrado não publicada. U.T.L. – F.M.H. Portugal. (p.104)]

TIME SIGNATURE

(Danças de Salão/Danças Sociais) Ver “Ritmo”.

TIMING

(Danças de Salão/Danças Sociais) Ver “Ritmo”.

U

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V

VARIATION

(Dança Clássica) Variação. Dança a um no ballet clássico.

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X

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Z

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