mú · si · ca

[múzikɐ] s. f. (Do Lat. musĭca, de musa  ’musa’)

 

1. Arte de conjugar sons, de forma melodiosa e de acordo com determinadas regras, capaz de exprimir ou despertar emoções e evocar certas realidades.

2. Organização de sons com intenções estéticas, artísticas ou lúdicas, variáveis de acordo com o autor, com a zona geográfica, com a época, etc.

3. Forma, género ou técnica de composição musical.

4. Sequência de sons que pela harmonia, pela cadência, pelo ritmo, faz lembrar uma melodia.

5. Notação ou registo de uma peça musical.

A

ACORDE

Grupo de três ou mais sons simultâneos identificáveis como um conjunto (dó mi sol, por exemplo). O uso dos acordes é a base fundamental da harmonia.

[http://www.meloteca.com/dicionario-musica.htm]; [KENNEDY, M. (1994) Dicionário Oxford de Música. Publicações Dom Quixote, Lisboa. p 19]

ALTURA

Chama-se altura à propriedade que os sons têm de ser mais graves ou mais agudos. A altura é medida pela frequência do som, isto é, pelo número de vibrações por segundo: a uma frequência baixa, correspondem sons graves; a uma frequência alta, correspondem sons agudos.

Como em vários outros aspetos da música, a perceção das alturas é relativa. Isso significa que a maioria das pessoas percebe as alturas em relação a outras notas (numa melodia ou num acorde). Algumas pessoas têm a capacidade de perceber cada frequência de modo absoluto. Diz-se que estas pessoas têm ouvido absoluto. Embora a altura esteja intimamente relacionada com a frequência, é mais comum, em música, utilizar os nomes das notas.

[LOPES-GRAÇA, F. (1984) Opúsculos (1). Editorial Caminho, Lisboa. p 20]

ÂMBITO

Designa a extensão de uma voz ou instrumento até à nota mais aguda ou grave. A classificação normal das vozes de acordo com o seu âmbito, dá origem a seis extensões, com qualidades próprias.

Desde a mais grave até à mais aguda, as vozes recebem as seguintes designações: baixo, barítono, tenor, contralto, meio-soprano e soprano.

[KENNEDY, M. (1994) Dicionário Oxford de Música. Publicações Dom Quixote, Lisboa. p 30]

ANDAMENTO

O andamento exprime a duração absoluta do tempo com referência não só ao movimento, isto é, ao grau de maior ou menor velocidade ou lentidão que se imprime à sucessão dos sons, como, outrossim, ao carácter da música que se executa. Para indicar o andamento, é tradicional o emprego de várias expressões em língua italiana, que enunciam as diferentes gradações do movimento em relação a uma média dada pouco mais ou menos pela pulsação normal do homem. Os termos Presto (rápido) e Largo (espaçado) indicam, respetivamente, um máximo e um mínimo de movimento.

Entre estes dois termos existem outros, a saber, pela ordem do andamento mais rápido ao mais lento: Vivace; Allegro; Allegreto; Moderato; Andantino; Andante; Lento; Adagio; Larghetto. Estas expressões são utilizadas pelos compositores em partitura, para indicar o andamento/carácter que desejam para a sua obra.

Existem ainda gradações expressas nos seguintes termos: "Accelerando" – aumento gradual do andamento ou tempo de uma música; "Rallentando" – diminuição gradual do andamento ou tempo de uma música.

[LOPES-GRAÇA, F. (1984) Opúsculos (1). Editorial Caminho, Lisboa. p 42]

B

Não existem entradas para a letra "B".

C

CÂNONE

A palavra significa regra.

O cânone simples é uma forma polifónica baseada na imitação, em que as vozes entram sucessivamente, imitando a linha melódica cantada por uma primeira voz, enquanto esta continua o seu percurso. É uma espécie de corrida, em que a segunda nunca alcança a primeira.

[KENNEDY, M. (1994) Dicionário Oxford de Música. Publicações Dom Quixote, Lisboa. p 132]

CODA

Cauda. Originalmente a secção acrescentada ao fim de um andamento, funcionando mais no sentido de o encerrar, do que desenvolver a música.

A coda é a secção com que se termina uma música, ao contrário da Introdução, que consiste na secção com que se inicia uma música.

[KENNEDY, M. (1994) Dicionário Oxford de Música. Publicações Dom Quixote, Lisboa. p 163]

D

DINÂMICA

Graduações de volume na música. A dinâmica está intimamente ligada à intensidade sonora. Chama-se intensidade à propriedade que os sons têm de ser mais fortes ou mais fracos, isto é, de se tornarem mais, ou menos perceptíveis ao nosso ouvido.

Desde o séc. XVIII, os compositores habituaram-se a escrever as indicações de dinâmica usando abreviaturas de termos italianos. Por exemplo: Piano (p); Mezzo-forte (mf); Forte (f); Crescendo; Diminuendo.

[KENNEDY, M. (1994) Dicionário Oxford de Música. Publicações Dom Quixote, Lisboa. p 210]; [LOPES-GRAÇA, F. (1984) Opúsculos (1). Editorial Caminho, Lisboa. p 21]

DRONE

Ver “Pedal”.

E

ESCALA ou GAMA

A série de sons musicais utilizados pelo homem, ordenada numa progressão constitui a escala musical geral. De uma maneira geral pode dizer-se que cada povo (sobretudo na Antiguidade e antes do predomínio da música europeia) possui a sua gama especial, o seu sistema sonoro primitivo.  Uma série de notas isoladas que sobem ou descem por graus conjuntos.

Associado à escala está o modo. Disposição particular da escala que serve de base a uma composição musical, o modo consiste num conjunto ordenado de intervalos musicais que define as relações hierárquicas entre os vários graus de uma escala correspondente. A música modal, ainda hoje, é muito valorizada e nunca perdeu a sua importância como expressão forte na música popular de diversas culturas. Passou ainda por um grande reavivamento na música erudita, com os compositores de vertentes nacionalistas, nos séculos XIX e XX.

Modo Maior – modo baseado na escala maior, uma escala diatónica de sete notas cuja relação intervalar corresponde às notas da escala de Dó, sem alterações (bemóis ou sustenidos). É um dos modos musicais mais utilizados atualmente na música tonal. A partir da escala maior são formados os acordes maiores.

Modo Menor - modo baseado numa escala menor. A escala menor é uma escala diatónica cujo terceiro grau (chamado mediante) está a um intervalo de terceira menor (um tom e um semitom) acima da tónica.

Modernamente, os músicos referem-se a três tipos de escalas menores: a escala menor natural, a escala menor harmónica e a escala menor melódica, cada qual com uma distribuição específica dos intervalos restantes. É um modo musical bastante utilizado atualmente na música tonal. A partir da escala menor são formados os acordes menores.

[LOPES-GRAÇA, F. (1984) Opúsculos (1). Editorial Caminho, Lisboa. pp 23 e 24]; [KENNEDY, M. (1994) Dicionário Oxford de Música. Publicações Dom Quixote, Lisboa. p 236]

F

FORMA

A estrutura e desenho de uma composição. Os elementos lógico-formais da música estão subordinados a dois princípios fundamentais, que são: a repetição e o contraste.

As formas musicais mais elementares são:

Forma binária (AA ou AB) – estrutura musical composta por 2 secções (iguais ou não) que se podem repetir.

Forma ternária (ABA) – estrutura musical composta por 3 secções em que a última constitui uma repetição da primeira.

Rondó (ABACA…) – estruturada a partir de um tema principal (A) e vários temas secundários (B,C,…), sempre intercalados pela repetição do tema principal.

[KENNEDY, M. (1994) Dicionário Oxford de Música. Publicações Dom Quixote, Lisboa. p 262]; [LOPES-GRAÇA, F. (1984) Opúsculos (1). Editorial Caminho, Lisboa. p 115]

FRASE

Pequena secção de uma peça musical na qual a música, vocal ou instrumental, parece repousar naturalmente.

A expressão, adaptada da sintaxe linguística, é utilizada para designar pequenas unidades musicais de comprimentos variáveis. Uma frase é geralmente mais longa do que um motivo, e mais curta do que um período.

[KENNEDY, M. (1994) Dicionário Oxford de Música. Publicações Dom Quixote, Lisboa. p 267]

G

GAMA

Ver “Escala”.

H

HARMONIA

Ver “Melodia”.

I

INTERVALO

Chama-se intervalo à diferença de intonação de dois sons, ou seja, à relação existente entre o número das suas respetivas vibrações.

Existem intervalos conjuntos, por se formarem entre dois graus contíguos da escala musical, (por exemplo, dó-ré, ré-mi, etc.) e intervalos disjuntos, os quais se formam entre graus da escala que não são contíguos, (por exemplo, dó-fá, lá-dó, etc.).

Podem ainda considerar-se intervalos harmónicos, caso os dois sons sejam tocados/ouvidos ao mesmo tempo, ou intervalos melódicos, sempre que os dois sons se sucedam um ao outro no tempo. Os intervalos melódicos podem ser ascendentes, se o primeiro som for mais grave do que o segundo ou descendentes, se o primeiro som for mais agudo do que o segundo.

[LOPES-GRAÇA, F. (1984) Opúsculos (1). Editorial Caminho, Lisboa. p 47]

J

Não existem entradas para a letra "J".

K

Não existem entradas para a letra "K".

L

Não existem entradas para a letra "L".

M

MELODIA

Os sons musicais podem ser considerados ou na sua sucessão ou na sua simultaneidade. Na sua sucessão formam a essência da melodia; na sua simultaneidade, a da harmonia. A melodia pode, pois, definir-se como uma ordenação dos sons no tempo, a da harmonia como a sua fusão no espaço. A base da melodia é, por conseguinte, o intervalo melódico; a da harmonia o intervalo harmónico. A harmonia, como disciplina musical, é o estudo da formação e emprego dos acordes.

Falamos em acompanhamento harmónico quando se faz o acompanhamento de uma determinada melodia com uma sequência de acordes (sequência harmónica). A melodia em questão (tocada ou cantada) é, geralmente, acompanhada por um agrupamento de outros instrumentos (ou cantores) que executam várias vozes (ou notas) diferentes em simultâneo, dando assim a sensação de harmonia - ou também poderá ser acompanhada por um único instrumento, mas que tenha características harmónicas (capacidade de executar várias notas musicais diferentes em simultâneo).

[LOPES-GRAÇA, F. (1984) Opúsculos (1). Editorial Caminho, Lisboa. pp 83-85]

METRÓNOMO

Aparelho cronométrico que permite contar com precisão matemática o tempo de um trecho musical. Os metrónomos mais recentes são eletrónicos e vieram substituir os anteriores que eram constituídos por um pêndulo acionado por um sistema mecânico.

[LOPES-GRAÇA, F. (1984) Opúsculos (1). Editorial Caminho, Lisboa. p 43]

MOTIVO

A figura rítmica e melódica autónoma e inteligível mais pequena que existe (p.ex. as primeiras 4 notas da 5ª Sinfonia de Beethoven).

Um motivo é uma ideia musical. Pode ser rítmica, melódica ou harmónica ou. Um motivo é vulgarmente identificado como a menor subdivisão de um tema ou frase que ainda mantém sua identidade como uma ideia.

[KENNEDY, M. (1994) Dicionário Oxford de Música. Publicações Dom Quixote, Lisboa. p 473]

N

Não existem entradas para a letra "N".

O

OSTINATO

Obstinado, persistente. Um motivo, uma frase, uma ideia musical, um padrão ou outro, persistentemente repetido ao longo de uma obra musical.

[KENNEDY, M. (1994) Dicionário Oxford de Música. Publicações Dom Quixote, Lisboa. p 524]

P

P

PARTITURA

Uma partitura é uma representação escrita de música padronizada mundialmente. Tal como qualquer outro sistema de escrita, dispõe de símbolos próprios.

A música diz respeito essencialmente ao sentido da audição, não se vê. O que se pode ver é a sua representação gráfica. Existem diversos tipos de partitura: vocal, abreviada e miniatura, entre outras. O termo partitura gráfica diz respeito à notação que os compositores avant-garde do século XX utilizaram.

[http://pt.wikipedia.org/wiki/Partitura]; [KENNEDY, M. (1994) Dicionário Oxford de Música. Publicações Dom Quixote, Lisboa. p 535]

PEDAL

Em harmonia, chama-se pedal (ou drone) ao som prolongado sobre o qual se sucedem diferentes acordes. O pedal mais comum tem lugar no registo de baixo, embora possa dar-se em outros registos vocais distintos. Habitualmente, o pedal é produzido pela nota tónica ou a quinta da tonalidade na qual se desenvolve, embora em algumas ocasiões se possa realizar com outros intervalos.

[https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedal_(m%C3%BAsica)]

Q

Não existem entradas para a letra "Q".

R

RITMO

(no amplo sentido do termo). Abrange tudo o que diga respeito ao aspeto temporal da música. Ordem no tempo. As relações de duração dos sons entre si constituem a essência do ritmo musical, na sua forma mais elementar. Com efeito, a noção de ritmo musical é mais complexa.

O termo ritmo é usado para descrever os diferentes modos pelos quais um compositor agrupa os sons musicais, principalmente do ponto de vista da duração dos sons e da sua acentuação. No plano do fundo musical, uma pulsação regular (ouvida ou sentida) servirá de referência para medir o ritmo.

Na notação musical tradicional as durações relativas dos sons são representadas por figuras musicais e as durações relativas dos silêncios musicais, por pausas. A proporção entre essas figuras e pausas é geométrica. As designações que tanto as figuras musicais como as pausas recebem são: semibreve, mínima, semínima, colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa.

[KENNEDY, M. (1994) Dicionário Oxford de Música. Publicações Dom Quixote, Lisboa. p 599]; [LOPES-GRAÇA, F. (1984)  Opúsculos (1). Editorial Caminho, Lisboa. pp 29 e 107]

S

SOM

Sensação recebida no cérebro, através do ar e do aparelho auditivo, provocada pelas vibrações especiais de um agente externo, ou corpo sonoro, que sofreu um impulso ou estímulo físico.

A Acústica é a ciência que estuda o som enquanto fenómeno físico.

[LOPES-GRAÇA, F. (1984) Opúsculos (1). Editorial Caminho, Lisboa. p 19]

T

TEMPO MUSICAL

Unidade de medida da pulsação rítmica musical.

No domínio do ritmo musical, chama-se pulsação à acentuação regular que se sente ou se ouve no início de cada tempo. O tempo musical é mensurável através de um metrónomo.

[KENNEDY, M. (1994) Dicionário Oxford de Música. Publicações Dom Quixote, Lisboa. p 769]

TIMBRE

Chama-se qualidade de som ou timbre à propriedade que faz distinguir entre si os sons produzidos por agentes sonoros diferentes ou de diferente constituição. Um som com a mesma frequência tem uma qualidade diferente consoante for produzido pela vibração da coluna de ar contida num tubo, por uma corda, ou por uma membrana tensa.

Qualidade ou característica do som que nos permite identificar e distinguir cada fonte sonora.

 [LOPES-GRAÇA, F. (1984) Opúsculos (1). Editorial Caminho, Lisboa. pp 21 e 22]

U

Não existem entradas para a letra "U".

V

VOZ

Meio de produzir som no homem. Nos pulmões o ar é emitido e, ao passar pelas cordas vocais, gera-se a produção de som, pela sua vibração destas. A garganta, a boca, o nariz e a cabeça funcionam como ressoadores que ampliam e enriquecem a sonoridade.

[KENNEDY, M. (1994) Dicionário Oxford de Música. Publicações Dom Quixote, Lisboa. p 769]; [MICHELS, U. (2003) Atlas de Música, vol. 1, Gradiva, Lisboa.]

X

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Z

Não existem entradas para a letra "Z".

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