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rojetos de Aproximação à Dança

Dance, Bailarina Dance!

Autor Convidado 

Jonas Runa (compositor e musicólogo)

Destinatários 

Crianças e jovens dos 12 aos 16 anos de idade

Workshop 

9, 10 e 11 de abril de 2013

Espetáculo 

2 de maio de 2013

Agrupamento(s) Envolvido(s) 

Agrupamento de Escolas Elias Garcia

Número de Crianças e Jovens Envolvidos 

370

Os anos quarenta e cinquenta do século XX, justamente considerados os anos de ouro do cinema musical americano, formam o pano de fundo para esta coreografia de Clara Andermatt. As rotinas de dança e os temas musicais que se constituíam como parte substancial da narrativa dos filmes são os pontos de partida para esta obra, com os bailarinos a evocarem as cenas de grupo de clubes e cabarés que tantas vezes são vistas nos musicais americanos.

Desde logo, o título remete para a canção de 1947 que Vaughn Monroe, Bing Crosby, Nat King Cole ou Frank Sinatra eternizaram, mas é o espírito de George Gershwin, Cole Porter, Glenn Miller, Fred Astair, Gene Kelly, Ginger Rogers, Esther Williams e de tantos outros que se pretendeu convocar, revendo-os à luz do nosso tempo, não como uma homenagem ao entretenimento, mas como matéria prima para uma reflexão sobre o lugar da alegria nas nossas vidas.

Também o artista holandês M. C. Escher foi uma das grandes referências para a criação desta peça.

La Valse / A Sagração da Primavera

■  Autor Convidado

Sílvia Rijmer (coreógrafa)

■  Destinatários

Crianças e jovens dos 12 aos 16 anos de idade

■  Workshop

7, 8 e 9 de maio de 2013

■  Espetáculo

21 de maio de 2013

■  Agrupamento(s) Envolvido(s)

Agrupamento de Escolas Belém Restelo

■  Número de Crianças e Jovens Envolvidos

500

A Sagração da Primavera fez 100 anos (1913-2013), e este programa da CNB celebrou-os. Para isso contaram não só com a força da coreografia de Olga Roriz e a excelência dos bailarinos da Companhia, como também com a interpretação musical da Orquestra Sinfónica Portuguesa, num raro encontro vivo entre música e dança.

"La Valse", de Maurice Ravel, é uma metáfora à decadência da Europa após a Primeira Guerra Mundial. Pretendia ser um tributo à valsa e a Johann Strauss, mas ao ser influenciado pela experiência da guerra, o romantismo perde dominância e o ritmo da valsa deriva frequentemente para o caos, numa metáfora à Europa de então. Nesta curta-metragem homónima, João Botelho e Paulo Ribeiro transpõem-na para a atualidade, sendo fiéis à ideia do compositor que denominara esta sua criação, como poema coreográfico.

"A Sagração da Primavera" é um apelo à redenção e à confiança no futuro. É uma demonstração de luta contra a submissão, ou o medo. É um clamor de convicção, de pujança e de dinâmica.

Com música de Igor Stravinski e coreografia de Olga Roriz, "A Sagração da Primavera" narra uma cerimónia pagã em que uma jovem deve ser sacrificada ao deus da Primavera. A jovem eleita sente-se uma privilegiada e quer dançar até sucumbir. Em nenhum momento se sente obrigada ou castigada nem o medo a invade. Ela expõe a sua força e energia vital lutando cegamente contra o cansaço.

Cinderela

Autor Convidado 

Bruno Cochat (bailarino e coreógrafo)

Destinatários 

Crianças e jovens dos 9 aos 14 anos de idade

Workshop 

12, 13 e 14 de novembro de 2013

Espetáculo 

3 e 10 de dezembro de 2013

Agrupamento(s) Envolvido(s) 

Agrupamento de Escolas de S. João do Estoril

Número de Crianças e Jovens Envolvidos 

370

Com coreografia de Michael Corder e música de Sergei Prokofiev, "Cinderela" conta-nos as desventuras de uma menina no caminho da felicidade. A sedutora partitura de Prokofiev, repleta de valsas, gavotes e mazurcas contém, em quase toda a sua extensão, algo de mágico mas também perturbador que nos anuncia, numa primeira instância, que a história não será inocente. Esta estranha sensação, alternando entre o ácido e o melancólico, é sintomática das condições em que a partitura foi escrita durante as invasões alemãs. Evoca-nos também a fase da vida do compositor quando se debatia entre a fidelidade aos ideais socialistas ou aos seus talentos. Corder é exemplo da grande escola coreográfica inglesa, na qual a musicalidade, a pureza técnica e a cuidada construção dramatúrgica são qualidades relevantes e que ele aqui demonstra como em nenhuma das suas outras criações.

A magia deste bailado, em três atos, contou ainda com os cenários e figurinos da conceituada artista plástica Yolanda Sonnabend.

Orfeu e Eurídice

Autor Convidado 

Sara Carinhas (atriz)

Destinatários 

Crianças e jovens dos 12 aos 16 anos de idade

Workshop 

21, 22 e 23 de janeiro de 2014

Espetáculo 

5 de março de 2014

Agrupamento(s) Envolvido(s) 

Agrupamento de Escolas Emídio Navarro

Casa Pia de Lisboa

Número de Crianças e Jovens Envolvidos 

50

O espetáculo foi encomendado pela Companhia Nacional de Bailado (CNB) à coreógrafa portuguesa Olga Roriz, para comemorar os trezentos anos do nascimento do compositor alemão Christoph Willibald Gluck (Berching, 2 de julho de 1714 – Viena, 15 de novembro de 1787). O bailado "Orfeu e Eurídice" é baseado na ópera homónima deste compositor que narra o mito de Orfeu e Eurídice.

A ópera estreada em Viena, em 1762, durante as festividades em honra do Imperador Frederico I e, numa segunda versão, em 1774, em Paris, a convite de Maria Antonieta, é uma obra revolucionária e de fronteira com grandes repercussões no meio musical europeu. Com efeito, quer Gluck, quer Ranieri de’Calzabigi, autor do libreto, alcançaram fama imediata gerada, em grande parte, pela controvérsia em torno das inovações introduzidas nos cânones operáticos da época e que Orpheu e Eurídice preconizava. À música, Gluck retirou todos os excessos exibicionistas das árias da capo, típicas do barroco tardio, e colocou no coro a ênfase de uma narrativa mais fluida. Para além disso, acrescentou a dança, não na sua forma decorativa, mas ligando-a intimamente à dramaturgia.

Tal como acontece na música, onde vários compositores escreveram as suas versões do mito grego, também na dança este se tornou incontornável e uma passagem quase obrigatória dos grandes coreógrafos.

Em palco, para além da CNB, estiveram o Divino Sospiro, orquestra especializada em música antiga, Ecce Ensemble e o coro da Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), dirigidos pelo maestro Massimo Mazzeo.

O Lago dos Cisnes

Autor Convidado 

José Luís Vieira (Presidente do Conselho Executivo da Escola de Dança do Conservatório Nacional)

Destinatários 

Crianças e jovens dos 6 aos 14 anos de idade

Workshop 

7, 13 e 14 de abril de 2014

Espetáculo 

21 de maio de 2014

Agrupamento(s) Envolvido(s) 

Agrupamento de Escolas Póvoa de Santa Iria

Número de Crianças e Jovens Envolvidos 

138

"O Lago dos Cisnes" é um clássico incontornável da história da dança. Desde a sua estreia, não muito gloriosa, foi revisitado inúmeras vezes por todo o mundo, em versões que tomaram as mais diversas formas e feitios. A música de Tchaikovski continua, no entanto, a ser a grande inspiração, mesmo nas produções que mais romperam com a tradição. O famoso segundo ato, o ato branco, segundo Lev Ivanov, é também o ato icónico e praticamente intocável de todo o classicismo da dança, na sua conceção quase abstrata da figura de mulher-cisne e na utilização do corpo de baile.

Esta nova produção da Companhia Nacional de Bailado procurou reproduzir essa tradição coreográfica em toda a sua pureza de estilo, partilhando-a com as imagens e a dramaturgia do cineasta Edgar Pêra. A Fernando Duarte, bailarino principal e ensaiador da Companhia, coube essa reconstrução coreográfica e coreografia adicional.

A interpretação musical ficou a cargo da Orquestra Metropolitana de Lisboa com direção de Cesário Costa.

Tempestades

Autor Convidado 

Teresa Simas (Bailarina e Coreógrafa)

Destinatários 

Crianças e jovens dos 12 aos 16 anos de idade

Workshop 

23, 24 e 25 de setembro de 2014

Espetáculo 

22 de outubro de 2014

Agrupamento(s) Envolvido(s) 

Agrupamento de Escolas Póvoa de Santa Iria

Número de Crianças e Jovens Envolvidos 

40

Para este espetáculo Rui Lopes Graça e Pedro Carneiro têm como tema de trabalho o movimento alemão "Sturm und Drang" (Tempestade e Ímpeto), nascido nas décadas de sessenta e setenta do séc. XVIII. Esta corrente protoromântica, que se estendeu a várias áreas artísticas, combateu a racionalidade do Iluminismo e as regras rígidas do Neoclassicismo francês ao mesmo tempo que inventava tempestades para si própria: as das explosões de irracionalidade e as das emoções selvagens. Enquanto regressava a Homero e a Shakespeare, não se subtraía porém a fazer a apologia da subjetividade e do carácter espontâneo da genialidade.

O tom dramático de "Os sofrimentos do jovem Werther", de Goethe, 1774, tornou-se num exemplo seminal do sturmismo bem como numa das grandes obras literárias da Humanidade. O seu impacto social – o efeito Werther – teve, à época, repercussões inimagináveis e a sua publicação chegou a ser proibida em vários países, tal era o arrebatamento que todos queriam imitar. Algumas das sublimes sinfonias de Haydn foram compostas por um idêntico estado de alma. Quase sempre em tom menor e com súbitas mudanças de ritmo e dinâmicas, elas são o fio condutor de uma viagem que, mais de duzentos anos depois, Rui Lopes Graça e Pedro Carneiro iniciam no outono, através das emoções que o movimento pode sentir.

Lídia

Autor Convidado 

Sandra Rosado (bailarina)

Destinatários 

Crianças e jovens dos 12 aos 16 anos de idade

Workshop 

7, 8 e 9 de outubro de 2014

Espetáculo 

12 de novembro de 2014

Agrupamento(s) Envolvido(s) 

Agrupamento de Escolas de Palmela

Número de Crianças e Jovens Envolvidos 

203

"Lídia" comemora os 100 anos da Revista Orpheu.

Desde Horácio, poeta latino do séc. I a.C., até aos nossos dias, Lídia é um nome maior de um personagem recorrente em toda a poesia europeia.

Na literatura Portuguesa, Lídia foi inspiração para poetas como Almeida Garrett, Filinto Elísio, José Tolentino Mendonça, Natália Correia, Sophia de Mello Breyner Andresen, e escritores como José Saramago, mas é sobretudo a Ricardo Reis que ela ficará intimamente ligada.

Na poética deste heterónimo pessoano, Lídia, é um pretexto para fazer ouvir a sua própria voz. Ela é uma mulher sem direito a resposta, mas a quem ele aconselha o usufruir do tempo como o correr de um rio.

Com um tom sereno, como quem deve ensinar, ele convida: "Vem sentar-te comigo, Lídia (…) /depois pensemos (…) que a vida passa e não fica, nada deixa e nunca regressa (…)."

Estas são também as premissas de toda uma geração de Orpheu, à qual Ricardo Reis pertenceu.

Sem olhar para trás, "e sem que a minha lembrança te arda ou te fira", Lídia é a sua companheira de viagem, uma viagem que se deseja sem dor e direcionada para o futuro do tempo, como o que a dança, simbolicamente, sempre percorre com os seus passos.

Paulo Ribeiro (coreografia) e Luís Tinoco (música original) são os criadores deste futuro, que celebra em "Lídia" o rio que, "malgré tout", correrá sempre em direção ao mar.

"Lídia" é uma peça só com mulheres, a mulher que tem tido tantos papéis na sociedade, um fundamental que tem sido o pilar de tudo, mesmo quando aparentemente se mostra submissa. "Lídia", são muitas Lídias, mulher, mulheres. Desta vez o compositor Luís Tinoco, criou a música e o coreógrafo Paulo Ribeiro criou a partir do que ouvia, é um método contrário à sua própria maneira de trabalhar, foi, vai ser, uma experiência para fazer e refazer a criação. "Lídia", esta "Lídia" pode ser como um rio que apesar de tudo sempre corre para o mar.

"Fomos de autocarro para Lisboa e passámos pela Ponte Vasco da Gama. Assistimos a um ensaio do bailado “Lídia”, onde vimos os bailarinos fazer alguns passos de ballet e saltos magníficos.

Fizemos alguns exercícios de experimentação com a bailarina Sandra, onde imitámos alguns passos e criámos os nossos próprios saltos e quedas.

No final da tarde, assistimos a um pedaço do ensaio do espetáculo “Tempestades”, de que gostámos bastante, porque tinha muitos músicos em palco."

Alunos do 4º B da Escola Básica de Aires, Agrupamento de Escolas de Palmela

Quebra Nozes Quebra Nozes

Convidados 

Teatro Praga

Destinatários 

Crianças e jovens dos 9 aos 14 anos de idade

Workshop 

19, 20 e 21 de novembro de 2014

Espetáculo 

10 de dezembro de 2014

Agrupamento(s) Envolvido(s) 

Agrupamento de Escolas de Palmela

Número de Crianças e Jovens Envolvidos 

132

Embora desconheçamos a origem da maior parte das tradições que herdamos, já de outras destrinçamos bem o seu começo.

O bailado "Quebras Nozes" é uma dessas tradições inventadas. E se ela é inventada, então não há nenhum mal em reinventá-la para que acompanhe estas noites brancas que, de oníricas, longe estão das singularidades do mundo de uma outra Clara!

A convite da directora da CNB, Luísa Taveira, com "Quebra Nozes Quebra Nozes", tentaremos fazer renascer para os olhos de hoje, olhos já não tão narrativos mas diariamente assaltados por explosões de eventos múltiplos, uma das obras mais enraizadas secularmente na cultura ocidental, concentrando-nos e potencializando a duplicidade da sua leitura.

É na ubiquidade constante de "Quebra Nozes Quebra Nozes" que há uma relação espelhada entre o novo e o velho, entre a alta e a baixa cultura, entre o real e as analogias i.e. o melhor de dois mundos complementares presentes no reino de uma única Clara, ser humano cruzado de Alice e Oliver Twist.

Um sonho tornado realidade: eis como definir "Quebra Nozes Quebra Nozes".

Texto de André Teodósio

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