O Plano Ítaca é um projeto de intervenção na comunidade escolar que usa a linguagem da dança como catalisador de experiências criativas, potenciando nos seus participantes a capacidade de alargamento de vivências fora do seu padrão habitual de convivência.
Foi lançado em julho de 2014 e é um projeto comunitário que a Companhia Nacional de Bailado (CNB) promove em parceria com a Direção-Geral da Educação, através do Programa de Educação Estética e Artística.
De acordo com o autor do projeto, Rui Lopes Graça, com o Plano Ítaca pretende-se alargar o leque de possibilidades artísticas que os alunos poderão usufruir ao longo da sua vida.
No seu ano de lançamento, destinou-se a jovens estudantes, entre os 14 e os 18 anos, provenientes de meios sociais desfavorecidos, do Agrupamento de Escolas Miradouro de Alfazina, no Monte de Caparica.
Para além da componente da dança, os participantes também frequentaram oficinas de formação nas áreas da Música, Teatro e Vídeo, cuja orientação foi levada a efeito por especialistas de cada área específica. As referidas oficinas serviram como um condutor para a integração de todas as áreas e convergiram num espetáculo apresentado no Teatro Camões, em Lisboa.
Ao longo de todo o processo, os participantes tiveram igualmente a possibilidade de assistir a espetáculos e ensaios de profissionais das áreas acima referidas. No caso da dança, pretende-se que possam assistir a ensaios e espetáculos da Companhia Nacional de Bailado. Nas restantes áreas artísticas, esta iniciativa é preparada com o respetivo colaborador.
Está iniciativa desenvolveu-se através da parceria entre diversas instituições, nomeadamente: Direção-Geral das Artes; Direção-Geral da Educação ; Câmara Municipal de Almada; ACIDI – Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural; Fundação Calouste Gulbenkian; Ministério da Segurança Social (à data); Ministério dos Negócios Estrangeiros e entidades privadas.
Áreas
■ Oficina de dança
Decorre durante todo o percurso formativo, afirmando-se como a área primordial a desenvolver.
■ Oficina de exploração musical
Decorre durante 4 semanas. Formador | João Lucas.
■ Oficina de exploração teatral
Decorre durante 4 semanas. Formadora | Joana Craveiro.
■ Oficina de exploração de vídeo
Decorre durante 4 semanas. Formador | André Godinho.
■ Assistir a ensaios e espetáculos da CNB
Que se encontrem em cartaz durante o projeto.
■ Assistir a ensaios e espetáculos de cada uma das oficinas
Que se encontrem em cartaz durante o projeto.
A metodologia usada inspira-se na longa e heróica odisseia de Odisseu para regressar à Pátria (Ítaca), como metáfora na consciencialização dos participantes para os caminhos interiores necessários à manutenção de níveis de estabilidade e bem-estar, alicerces fundamentais para a plena integração social.
Joseph Mallord William Turner (1775-1851). "Ulisses ridicularizando Polifemo - A Odisseia de Homero", 1829, 132.5 cm x 203 cm, óleo sobre tela. The National Gallery, Londres.
Herbert James Draper (1863-1920). "Ulisses e as sereias", 1909, 177 cm x 213.5 cm, óleo sobre tela. Fehrens Art Gallery, Yorkshire.
Francesco Hayez (1791-1882). "Ulisses na Corte de Alcínoo", 1814-1815, 381 cm x 535 cm, óleo sobre tela. Museu de Capodimonte, Nápoles.
"Odisseia"
A “Odisseia” é um poema épico atribuído a Homero que se baseia na guerra de dez anos dos gregos contra Tróia, exaltando o seu espírito de aventura e a vitória da inteligência sobre a força bruta. A história relata o regresso a Ítaca (cidade grega) de um herói da guerra de Troia, Odisseu (ou Ulisses, nome pelo qual ficou conhecido na mitologia romana), do qual deriva o título da obra – “Odisseia”.
“Odisseia” é a história do herói de mil estratagemas que tanto vagueou. Depois de ter cercado, conquistado e destruído a cidadela sagrada de Tróia, visitou muitas cidades, conheceu costumes de muitos homens e no mar padeceu mil tormentos, quanto lutava pela vida e pelo seu regresso a Ítaca com os seus companheiros.
Odisseu demora dez anos para chegar à sua terra natal, Ítaca, depois da Guerra de Troia, que também havia durado dez anos.
A ação divide-se em três períodos principais:
■ Penélope e Telémaco
Situação de Penélope e Telémaco em Ítaca e a viagem de Telémaco em busca de seu pai.
■ Odisseu e os Feácios
Chegada de Odisseu ao país dos Feácios, onde narra as suas aventuras (recuo da ação, em vários anos).
■ Regresso de Odisseu
Regresso de Odisseu a Ítaca para reclamar o seu lugar como rei e a morte dos pretendentes de Penélope.
Perante a presunção da morte de Odisseu, a sua esposa Penélope e o seu filho Telémaco são obrigados a lidar com um grupo de insolentes pretendentes, os “Mnesteres”, que competem pela mão de Penélope em casamento. Telémaco tenta assumir o controlo da sua casa e aconselhado por Atena, viaja em busca de notícias do seu pai desaparecido.
A cena então muda: Odisseu é cativo da bela ninfa Calipso, com quem passou sete dos dez anos em que esteve perdido. Após ser libertado pela intercessão da sua padroeira, Atena, ele parte. Porém, a sua jangada é destruída por Poseidon, furioso por Odisseu ter cegado o seu filho, Polifemo. Quando Odisseu alcança a praia de Esquéria, lar dos Feácios, é auxiliado pela jovem Nausícaa, de quem recebe hospitalidade; em troca, satisfaz a curiosidade dos Feácios, narrando-lhes – e ao leitor – as suas aventuras desde a partida de Troia. Os Feácios, hábeis construtores de navios, emprestam-lhe uma embarcação para que regresse a Ítaca, onde recebe a ajuda do pastor de porcos Eumeu, se encontra com Telémaco e reconquista o seu lar, reencontrando a sua esposa Penélope, e matando os seus pretendentes.
Fontes: Companhia Nacional de Bailado e Wikipédia
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