P

rojeto de Teatro Infantil e Juvenil

  Promover a articulação entre o Ministério da Educação e Ciência e o Secretário de Estado da Cultura;

  Supervisionar os aspetos pedagógicos, no que diz respeito à peça que o TNDMII levou ao México, realizando reuniões conjuntas com o referido Teatro;

  Realizar a formação de formadores na área do Teatro a nível regional;

  Realizar a formação de docentes de vários grupos disciplinares, a nível nacional, e de técnicos dos serviços educativos das companhias de teatro;

Leituras Encenadas

No âmbito da deslocação de atores aos Agrupamentos de Escolas envolvidos no PEEA, atores da Companhia do Teatro Nacional D. Maria II deslocaram-se a vários Agrupamentos de Escolas, distribuídos por todo o país, para partilhar uma edição das "Leituras encenadas", a partir das obras:

  "A Gaveta das Histórias"

Encenação a partir do livro de contos de Maria Alberta Menéres.

  "Lá de cima cá de baixo"

Encenação a partir do livro de António Mota.

  "Se tu visses o que eu vi"

Encenação a partir do livro de António Mota.

A leitura encenada do livro de contos "A Gaveta das Histórias", cuja 1ª edição remonta a 1995, parte da imagem de uma gaveta vulgar que se revela afinal um lugar mágico, onde histórias divertidas nos podem fazer sonhar, imaginar e criar.

As crianças e docentes participaram ativamente na encenação desta história e destacaram a mais-valia do diálogo que se gerou com os atores.

Cerca de 280 crianças de 10 Agrupamentos de Escolas participaram n "A Gaveta das Histórias":

  Agrupamento de Escolas Aquilino Ribeiro

    Oeiras

  Agrupamento de Escolas de Canas de Senhorim

    Canas de Senhorim

  Agrupamento de Escolas da Caparica

    Almada

  Agrupamento de Escolas Fernando Casimiro

    Rio Maior

  Agrupamento de Escolas da Junqueira

    Vila do Conde

  Agrupamento de Escolas Marinhas do Sal

    Rio Maior

  Agrupamento de Escolas Paulo Quintela

    Bragança

  Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro

    Caldas da Rainha

  Agrupamento de Escolas de Vialonga

    Vila Franca de Xira

  Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Paiva

    Vila Nova de Paiva

A partir dos textos "Se tu visses o que eu vi" e "Lá de cima cá de baixo", as atrizes brincaram com as palavras, gerando rimas e ritmos divertidos, criaram situações inusitadas, de "nonsense", que agradaram tanto às crianças como aos adultos. No final os meninos fizeram perguntas acerca do autor, das atrizes, dos textos, pediram mais vezes "Teatro na Escola" e encheram o recreio de palavras com ritmos e rimas ouvidas e inventadas.

Recolhemos um depoimento da professora Ana Luísa que esteve presente na sessão para alunos do 3º e 4º anos de escolaridade do Agrupamento de Escolas Emídio Garcia de Bragança, que partilhou o entusiasmo das crianças ao "verem de perto" as atrizes do TNDMII, Lita Pedreira e Maria Jorge.

Cerca de 287 crianças de 6 Agrupamentos de Escolas participaram em "Se tu visses o que eu vi" e "Lá de cima cá de baixo":

  Agrupamento de Escolas de Canas de Senhorim

    Canas de Senhorim

  Agrupamento de Escolas Dr. Carlos Pinto Ferreira

    Vila do Conde

  Agrupamento de Escolas Emídio Garcia

    Bragança

  Agrupamento de Escolas Gualdim Pais

    Pombal

  Agrupamento de Escolas Marinhas do Sal

    Rio Maior

  Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Paiva

    Vila Nova de Paiva

Curso de Formação na Área do Teatro

De acordo com o compromisso estabelecido com a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), decorreram vários cursos de formação na área do Teatro para docentes.

São objetivos desta formação:

  A valorização do teatro como forma de arte;

  A promoção do contacto direto com um conjunto de práticas teatrais;

  O incentivo a um contacto mais próximo com os públicos escolares, articulando a relação entre a Educação e a Cultura;

  O conhecimento de diferentes correntes dramatúrgicas portuguesas, clássicas e contemporâneas;

Assim, têm sido levadas a efeito, a nível nacional, várias ações de formação de docentes e de técnicos dos serviços educativos das Companhias de Teatro, entre outros profissionais.

A acção de formação encontra-se acreditada pelo Conselho Cientifico-Pedagógico da Formação Contínua, que releva para efeitos de progressão na carreira de Educadores de Infância, Professores dos Ensinos Básico e Secundário e Professores de Educação Especial.

Os cursos decorrem em vários distritos, em conjunto com várias Companhias de Teatro profissionais e os respetivos departamentos educativos. Pretende-se, assim, enfatizar a cooperação e a ligação dos públicos escolares com as Companhias de Teatro Portuguesas e a formação de docentes de todos os grupos disciplinares, visando os seguintes objetivos:

  Promover os valores da educação através de ações centradas no teatro como recurso educativo e na difusão do repertório teatral clássico e contemporâneo;

  Facilitar o intercâmbio de informação e trabalho colaborativo entre Agrupamentos de Escolas, instituições e membros da sociedade civil que desenvolvam ações que favoreçam a integração do teatro na educação;

O curso está organizado em sessões teórico-práticas a desenvolver nos espaços próprios de cada Companhia e é cofinanciado pela OEI, pelo que a inscrição e frequência são gratuitas.

Numa primeira fase, os cursos envolveram duas centenas de formandos e tiveram lugar nas seguintes Companhias de Teatro:

  A Barraca | site

    Lisboa

  Acert | site

    Tondela

  Acta - A Companhia de Teatro do Algarve | site

    Faro

  Baal 17 | site

    Serpa

  Cendrev - Centro Dramático de Évora | site

    Évora

  Comédias do Minho | site

    Minho

  CTA - Companhia de Teatro de Almada | site

    Almada

  CTB - Companhia de Teatro de Braga | site

    Braga

  O Teatrão | site

    Coimbra

  Teatro da Terra | site

    Ponte de Sor

  Teatro de Montemuro | site

    Montemuro

  Teatro do Bolhão | site

    Porto

  Teatro do Mar | site

    Sines

  Teatro do Vestido | site

    Lisboa

  Teatro Extremo | site

    Almada

  Teatro Municipal de Bragança  | site

    Bragança

  Til - Teatro Infantil de Lisboa | site

    Lisboa

  Teatro Viriato | site

    Viseu

A Porta

  Agrupamento de Escolas Almeida Garrett

    Amadora

  Agrupamento de Escolas Ordem de Santiago

    Setúbal

  Agrupamento de Escolas de Vouzela e Campia

    Vouzela

  Agrupamento de Escolas Póvoa de Santa iria

    Vila Franca de Xira

De acordo com a sinopse da peça, "Uma menina e os pais chegam, de malas feitas, a uma casa nova. Mas a casa nova não tem paredes, nem teto, nem nada.

Apenas uma porta. - Uma porta é um bom começo! - disse logo o pai, que era um sonhador. Mas a mãe ficou muito aflita. - E onde é que está a cozinha, a sala, o quarto?!

Tudo estava por inventar naquela casa que ainda só tinha uma porta.

No entanto, essa não era uma porta vulgar. Abria para um mundo mágico onde viviam e vivem os novos vizinhos: o Grande Espinafre, a Bruxonauta, a Princesa Princesinha e o Xico Parafuso. Gente muito invulgar mas cheia de vontade de ajudar, embora nem sempre essas ajudas resultem da melhor maneira. Basta lembrar os bruxedos falhados da Bruxonauta, das tentativas do Xico Parafuso de pregar as pessoas ao chão e os ponteiros ao relógio, ou do esparguete que não pára de crescer na horta do Grande Espinafre.

É assim que, de um lado e do outro da porta, se confrontam como dois espelhos, a realidade que se mostra pouco real e a magia que alarga e ameniza o mundo. Entre os dois, a casa vai crescendo como um espaço caloroso onde cabe a amizade, o amor e o sonho, ou seja, a grande aventura da vida.

Com um percurso dedicado à literatura para a infância e juventude (e não só), empenhado no incentivo à leitura, José Fanha assina uma história onde os valores do ser humano são protagonistas."

"O Rodrigo, disse que conseguia construir a casa indo buscar mais portas a outros sítios, depois, retiraria tudo o resto da sua imaginação; “(…) pensava… pensava… e fazia de conta.”

Por outro lado, o que mais intrigou o Eduardo, a Matilde e a Filipa, foi o motivo que levou uma bruxa, com poderes mágicos, a querer abandonar a sua vida e tornar-se Bruxonauta… porquê, perguntaram. Mas a bruxa, que já não era bruxa, e sim a atriz Rita Figueiredo, com muita convicção lhes explicou: “(…) quando se gosta muito de uma coisa, e não se está satisfeito com o que se está a fazer, temos de lutar para alcançar o que queremos.”

E, no átrio do TNDMII, as crianças continuaram a conversar:

“ – (…) A menina estava a comer um chupa, e os pais estavam a levar as malas para casa. Discutiram porque a casa não tinha nada… não sabiam onde era ‘dentro’ e onde era ‘fora’…” Só tinham A PORTA".

Alunos do 1º C da EB 1 / JI Quinta Grande, Agrupamento de Escolas Almeida Garrett

Joaninha dos Olhos Verdes

  Agrupamento de Escolas Almeida Garrett

    Amadora

  Agrupamento de Escolas Ordem de Santiago

    Setúbal

  Agrupamento de Escolas de S. Pedro do Sul

    Viseu

  Agrupamento de Escolas de Vouzela e Campia

    Vouzela

  Agrupamento de Escolas Póvoa de Santa iria

    Vila Franca de Xira

A oportunidade de virem ao teatro e a Lisboa, foi um motivo de enorme satisfação para alunos e professores, pois segundo alguns estudantes a sua "(…) escola está perdida na região centro do país e  pouco mais de meia dúzia de alunos alguma vez teve contacto com o teatro." (alunos do 11º B, AE Vouzela e Campia).

Livremente inspirada no episódio romanesco das "Viagens na minha Terra" de Almeida Garrett, esta peça tem como destinatário principal a juventude de hoje, que nela pode encontrar motivos de identificação com muitos dos seus dilemas atuais. Os primeiros amores, as opções de vida, os confrontos com as gerações precedentes são, entre outros, os conflitos de suporte da peça.

Carlos encontra na prima Joaninha a sua Ofélia, mas ao amor que desponta opõe-se a figura de aparência sinistra de um frade ou ex-frade, resistente a todas as mudanças. Que levará Frei Dinis a semelhante obsessão?

O liberalismo de Carlos obriga-o ao exílio. Quando regressa tudo se alterara no seu pequeno núcleo familiar. O drama com rasgos de melodrama já passara por ali.

Mas tudo acabará em bem, isto é, na glorificação irónica da nova nobreza, quando o antigo revolucionário Carlos for, pressuroso, ocupar o seu lugar no coro dos recém-nobilitados barões.

No final do espetáculo os participantes ainda refletiram, em conjunto com o encenador e o elenco, tendo manifestado como momentos mais significativos a proximidade que tiveram com os atores, referindo que estes momentos lhes fizeram ver o teatro "com outros olhos".

Foi pedida aos alunos uma reflexão crítica que atendesse à intencionalidade dramatúrgica, aos aspetos relacionados com a construção do espetáculo, à abordagem da noção de personagem e às relações estabelecidas entre os vários elementos desta composição, tentando evitar uma descrição simplista da história narrada.

A partir dos trabalhos recebidos, foi possível verificar a forma como os alunos apreenderam os marcos temporais e espaciais, que na sua opinião foram "(…) brilhantemente representados, de uma forma minimalista, mas que poderiam progredir conforme a mente e imaginação do auditório." (alunos do 11º, AE S. Pedro do Sul). É de referir que relativamente à construção do espetáculo, os alunos destacam um "‘não objeto’, que acaba por ser uma carpete invisível que é retirada e reposta várias vezes por dois homens fazendo parecer as mudanças de cenários de Inglaterra para Portugal e vice-versa" (alunos do 11º B, AE S. Pedro do Sul).

Também a evolução das personagens é, por eles, revelada de uma forma clara, referindo que, ao longo do espetáculo, "(…) a composição das personagens, que no início nos parecem simples e planas, ao longo da peça se vão tornando complexas e modeladas, cheias de características que as vão enriquecendo." (alunos do 8º I, AE Póvoa de Santa Iria). Um outro grupo de alunos acrescenta que, em consequência da relação que havia entre as personagens, os atores mudavam a sua atitude, transmitindo ao público a veracidade das emoções sentidas. Segundo o mesmo grupo, à medida que o espaço se alterava, também agiam de maneira diferente, consoante o contexto em que se encontravam, levando o público a sentir que tinha sido transportado para um local diferente.

"Garrett (João Grosso) fixava o olhar na plateia, no entanto não olhava para nós, ele via através de nós, é como se o texto estivesse a passar-lhe pela frente. A sua figura muito direita, que se fazia acompanhar por uma luz rosa para salientar o seu aspeto fantasmagórico e transparente. A sua voz, que se projetava por toda a sala, acalmava Carlos nos momentos de euforia, e exaltava-o nos momentos de paz."

Alunos do 11º A, Agrupamento de Escolas de Vouzela e Campia

Festival Ibero-americano de Teatro Infantil e Juvenil

Para além da representação de Portugal, estiveram presentes os responsáveis dos Ministérios da Educação e da Cultura do México, Uruguai, Cuba, Brasil, Costa Rica, El Salvador, Bolívia, Chile, Argentina, Perú, Equador, Honduras, Nicarágua, Paraguai, R. Dominicana, Guatemala, Chile. Participaram ainda na referida reunião os diretores de Teatros Nacionais de cada país e outras instituições envolvidas no "Projeto de Teatro Infantil e Juvenil" da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), designadamente: Uruguai, Panamá, República Dominicana, Honduras, Argentina, Equador, Cuba, Colômbia, Nicarágua, Peru, Espanha, Portugal, Bolívia, Paraguai, Guatemala e Brasil.

 

 

 

 

 

 

Na reunião procedeu-se essencialmente ao balanço do trabalho realizado em cada um dos países. Neste contexto, a coordenadora da EEA, Elisa Marques e o Diretor Artístico do Teatro Nacional D. Maria II, João Mota, apresentaram as ações desenvolvidas no âmbito do protocolo assinado entre a OEI e a DGE, destacando-se as seguintes:

  A Barraca

    Lisboa

  Acta - A Companhia de Teatro do Algarve

    Faro

  Cendrev - Centro Dramático de Évora

    Évora

  CTA - Companhia de Teatro de Almada

    Almada

  CTB - Companhia de Teatro de Braga

  Teatro Extremo

    Almada

  Teatro Nacional D. Maria II

    Lisboa

  Til - Teatro Infantil de Lisboa

    Lisboa

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